25 de jan de 2009

Cidade pode sediar encontro nacional de centros históricos

Porto Alegre tem condições de organizar um encontro nacional de entidades e órgãos públicos envolvidos com os centros históricos, estimulando e organizando o debate sobre o assunto. Ao mesmo tempo em que marca sua presença no cenário nacional, Porto Alegre divulga suas iniciativas referentes ao novo Bairro Centro Histórico, impulsionando o turismo histórico-cultural. O Brasil desperta para essa questão da preservação de sítios históricos, não apenas como meio de cuidar do passado, mas apontando para uma melhor qualidade de vida da população e favocendo maior nível de educação e cultura, o que representa uma diferenciação fuindamental no mundo atual.

21 de jan de 2009

Jaguarão - Série Centros Históricos

Porta da Rua XV de Novembro.

Igreja Matriz do Espírito Santo.




Detalhe da arquitetura.



Ladrilho da Rua XV de Novembro.


Escultura no alto do obelisco Centenário da Independência do Brasil, na praça central.




Museu Carlos Barbosa.




Detalhe da arquitetura.


Jaguarão é, praticamente, em toda a sua extensão, um formidável acervo histórico arquitetonico a céu aberto, a 390 quilômetros de Porto Alegre (RS), com suas portas de madeira nobre, na rua XV de Novembro, onde está a mais importante coleção de portas artesanais do país.

Trabalhadas com arte, guarnecem mais de 800 prédios históricos que hoje abrigam órgãos públicos, o comércio local e os moradores de uma bela e antiga cidade do Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai. É ligada à vizinha Rio Branco pela Ponte Internacional Barão de Mauá, sobre o rio Jaguarão.

Com 58.854 habitantes, conforme o censo de 2005 do IBGE, Jaguarão surgiu de uma fortificação militar erguida em 1801 pelos espanhóis. Foi conquistada depois pelos portugueses e obteve a condição de vila em 1832. Marcou presença na história brasileira pelo espírito aguerrido de seu povo e por suas firmes convicções republicanas. A Câmara Municipal, instituição que no período do império funcionava como poder executivo, foi a primeira no estado a apoiar a República de Piratini, proclamada em 1836 pela Revolução Farroupilha.

Em 1865, superando grande desvantagem numérica e de equipamentos, Jaguarão repeliu uma grande invasão do território brasileiro pelos uruguaios.

Nessa cidade morou, durante a maior parte de sua vida, o ex-presidente da província, Carlos Barbosa, deputado republicano e diplomata que governou o estado, de 1908 a 1913. A casa que mandou construir, importando móveis e material da Europa, é um hoje um museu mantido por uma fundação privada criada pela família. As visitas guiadas revelam detalhes da vida na província naquela época.

Um dos quartos da edificação, por exemplo, era reservado para que as filhas de Carlos Barbosa pudessem estudar, escondidas das vistas conservadoras da sociedade de então, que não apreciava que mulheres fossem educadas e adquirissem cultura, ao menos em igualdade com o sexo masculino.
Vale a pena conhecer Jaguarão.






10 de jan de 2009

Pelotas - Série Centros Históricos

Influencia francesa na arquitetura pelotense, lembrança do apogeu cosmopolita da cidade.

Abaixo, uma amostra de fotos e um texto informativo extraído do site da Prefeitura.

Informações atuais podem ser obtidas no ótimo site
http://www.amigosdepelotas.com/ editado pelo jornalista Rubens Filho.

Primeira referência histórica de Pelotas
A primeira referência histórica do surgimento do município data de junho de 1758, através da doação que Gomes Freire de Andrade, Conde de Bobadela, fez ao Coronel Thomáz Luiz Osório, das terras que ficavam às margens da Lagoa dos Patos. Fugindo da invasão espanhola, em 1763, muitos dos habitantes da Vila de Rio Grande buscaram refúgio nas terras pertencentes a Thomáz Luiz Osório. A eles vieram juntar-se os retirantes da Colônia do Sacramento, entregue pelos portugueses aos espanhóis em 1777, cumprindo o tratado de Santo Ildefonso assinado entre os dois países.

Em 1780, o português José Pinto Martins, que abandonara o Ceará em conseqüência da seca, funda às margens do Arroio Pelotas a primeira Charqueada. A prosperidade do estabelecimento, favorecida pela localização, estimulou a criação de outras charqueadas e o crescimento da região, dando origem à povoação que demarcaria o início da cidade de Pelotas.

A Freguesia de São Francisco de Paula, fundada em 07 de Julho de 1812 por iniciativa do padre Pedro Pereira de Mesquita, foi elevada à categoria de Vila em 07 de abril de 1832. Três anos depois o Presidente da Província, Antônio Rodrigues Fernandes Braga, outorgou à Vila os foros de cidade, com o nome de Pelotas, sugestão dada pelo Deputado Francisco Xavier Pereira. O nome originou-se das embarcações de varas de corticeira forradas de couro, usadas para a travessia dos rios na época das charqueadas.

A grande expansão das charqueadas fez com que Pelotas fosse considerada a verdadeira capital econômica da província, vindo a se envolver em todas as grandes causas cívicas. Pelotas tem a segunda maior concentração de curtumes do Estado e uma das maiores capacidades curtidoras de couro e peles do Brasil.

O município tem tradição na cultura do pêssego e aspargo. A produção do leite é o grande destaque na pecuária, constituindo a maior bacia leiteira do Estado. Pelotas apresenta um comércio ágil e diversificado com serviços especializados e empresas de pequeno, médio e grande porte.

Pelotas - Série Centros Históricos

Quiosque no calçadão de Pelotas.


Pelotas - Série Centros Históricos

Detalhe da fachada do Teatro Sete de Abril. Inagurado em 1834, e ainda em atividade, é um dos mais antigos do Brasil. O grande ator Paulo Autran gostava de se apresentar nesse espaço.

6 de jan de 2009

Pelotas - Série Centros Históricos

Ladrilho.

Pelotas - Série Centros Históricos

Chafariz no calçadão, peça vinda da França para compor a paisagem urbana de Pelotas.

Pelotas Série Centros Históricos

Calçada na praça central.

Pelotas Série Centros Históricos



Detalhe da Fonte das Nereidas, na praça central.

Pelotas - Série Centros Históricos

Detalhes de prédios e referências da arquitetura histórica, com o Mercado Público e a torre da caixa D'Água de ferro ao fundo, quase encobertos pela fiação elétrica.

Pelotas Série Centros Históricos


Detalhe da fachada do Teatro Guarani.
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