21 de jan de 2009

Jaguarão - Série Centros Históricos

Porta da Rua XV de Novembro.

Igreja Matriz do Espírito Santo.




Detalhe da arquitetura.



Ladrilho da Rua XV de Novembro.


Escultura no alto do obelisco Centenário da Independência do Brasil, na praça central.




Museu Carlos Barbosa.




Detalhe da arquitetura.


Jaguarão é, praticamente, em toda a sua extensão, um formidável acervo histórico arquitetonico a céu aberto, a 390 quilômetros de Porto Alegre (RS), com suas portas de madeira nobre, na rua XV de Novembro, onde está a mais importante coleção de portas artesanais do país.

Trabalhadas com arte, guarnecem mais de 800 prédios históricos que hoje abrigam órgãos públicos, o comércio local e os moradores de uma bela e antiga cidade do Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai. É ligada à vizinha Rio Branco pela Ponte Internacional Barão de Mauá, sobre o rio Jaguarão.

Com 58.854 habitantes, conforme o censo de 2005 do IBGE, Jaguarão surgiu de uma fortificação militar erguida em 1801 pelos espanhóis. Foi conquistada depois pelos portugueses e obteve a condição de vila em 1832. Marcou presença na história brasileira pelo espírito aguerrido de seu povo e por suas firmes convicções republicanas. A Câmara Municipal, instituição que no período do império funcionava como poder executivo, foi a primeira no estado a apoiar a República de Piratini, proclamada em 1836 pela Revolução Farroupilha.

Em 1865, superando grande desvantagem numérica e de equipamentos, Jaguarão repeliu uma grande invasão do território brasileiro pelos uruguaios.

Nessa cidade morou, durante a maior parte de sua vida, o ex-presidente da província, Carlos Barbosa, deputado republicano e diplomata que governou o estado, de 1908 a 1913. A casa que mandou construir, importando móveis e material da Europa, é um hoje um museu mantido por uma fundação privada criada pela família. As visitas guiadas revelam detalhes da vida na província naquela época.

Um dos quartos da edificação, por exemplo, era reservado para que as filhas de Carlos Barbosa pudessem estudar, escondidas das vistas conservadoras da sociedade de então, que não apreciava que mulheres fossem educadas e adquirissem cultura, ao menos em igualdade com o sexo masculino.
Vale a pena conhecer Jaguarão.






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