1 de fev. de 2011

Centro histórico de Jaguarão é tombado

Museu Carlos Barbosa, de Jaguarão. Pesquise outras fotos neste blog, Janeiro/2009.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) notificou o tombamento do conjunto histórico e paisagístico de Jaguarão, que abrange mais de 800 imóveis do centro da cidade e ainda uma área de entorno. Segundo o Prefeito Cláudio Martins a informação foi muito bem recebida no município, pois dialoga com o desenvolvimento social e econômico da cidade, visto que dentre outros projetos, no próximo ano irão começar as obras do Centro de Interpretação do Pampa, nas ruínas da Enfermaria Militar, e neste final de ano está sendo encerrada a primeira etapa das obras de restauro do Teatro Esperança, com recursos do IPHAN.
Assim o tombamento que é o maior em número de exemplares no Rio Grande do Sul vai consolidar a preservação do sítio histórico e vai contribuir para o aumento da captação de recursos nesta área, e além dos imóveis citados deve também alcançar em breve o Mercado Público Municipal.
O Diretor de Patrimônio Histórico, Alan Melo, destaca que a aprovação de projetos arquitetônicos no perímetro abrangido pelo tombamento dependerá de aprovação do IPHAN e isto já vem sendo tratado com o Instituto.
Na próxima semana o arquiteto José Geraldo Vieira da Costa estará em Jaguarão tratando dos procedimentos que serão adotados e a médio prazo poderá ser instalado um escritório do IPHAN na cidade.
Os proprietários que tiverem interesse em mais informações deverão procurar a Secretaria de Governo, Planejamento e Gestão Democrática.

Fonte: site da Prefeitura Municipal de Jaguarão

20 de jan. de 2011

Florianópolis restaura prédio histórico e valoriza a cidade
Recuperação do imóvel durou dois anos e revelou detalhes curiosos.
Prédio da antiga Academia do Comércio reabre nesta segunda-feira em Florianópolis

DIÁRIO CATARINENSE
20/12/2010
Jacqueline Iensen

Imóvel vai abrigar a Academia Catarinense de Letras e o Instituto Histórico e Geográfico

A Casa José Boiteux, antiga Academia do Comércio, em Florianópolis, reabre nesta segunda-feira depois de dois anos em obras de restauração. O prédio é tombado como patrimônio histórico pelo município e a recuperação, que custou R$ 2,5 milhões, foi custeada pelo governo do Estado.

O imóvel vai se transformar em centro cultural e abrigar a Academia Catarinense de Letras e o Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. Construída entre os anos de 1921 e 1923, a edificação tem 26 salas e mescla estilos arquitetônicos.

Na portas, os lírios moldados no ferro têm inspiração art nouveau, as janelas seguem estilo português, a fachada tem linhas retas. A estrutura do prédio é equilibrada: foi construída no centro do terreno e uma coluna central, de três andares, divide duas alas iguais.

A pintura está na cor original, o piso de madeira, que era de canela, foi todo refeito e a parte em pedra substituída por mármore preto. Apenas alguns recortes do piso em preto e branco, recobertos por vidro, são a lembrança do passado.
O restaurador Walter Corrêa, que passou quatros anos trabalhando em Barcelona, conta que teve que brigar para manter a restauração o mais próximo possível do original.

— Quando descobri os afrescos, algumas autoridades acharam que eu havia descoberto um problema. Até me pediram para mexer nas bordas da pintura, mas eu os convenci do contrário.

As paredes chegam a ter 90 centímetros de largura. Na ala esquerda, onde ficará a Academia Catarinense de Letras, há um recorte na parede que revela um dos recursos usados na década de 1920 para erguer um prédio: tijolos assentados sobre os trilhos de trem.
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Nota do editor:
José Arthur Boiteux (Tijucas, 9 de dezembro de 1865[1]Florianópolis, 17 de fevereiro de 1934[2]) foi um jornalista, historiador e advogado brasileiro, considerado o patrono do ensino superior em Santa Catarina.
Filho do
tenente-coronel Henrique Carlos Boiteux e Maria Carolina Jaques Boiteux, era neto do comerciante suíço-francês Lucas Boiteux (Neuchâtel, 1798), que veio para o Brasil em 1825.[3]
José Arthur Boiteux foi um dos fundadores da Faculdade de Direito de Santa Catarina, em 11 de fevereiro de 1932, juntamente com Henrique Fontes, Othon da Gama Lobo d'Eça, Nereu Ramos, Alfredo von Trompowsky e Fúlvio Aducci[4].
Por sua iniciativa, foi criada, em
30 de outubro de 1920, a Sociedade Catarinense de Letras, que originou, em 1924, inspirada na Academia Brasileira de Letras, a Academia Catarinense de Letras.
Boiteux foi deputado estadual por Santa Catarina na
1ª legislatura (1894 — 1895), 2ª legislatura (1896 — 1897), 3ª legislatura (1898 — 1900) e na 9ª legislatura (1916 — 1918). Foi também sócio-correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo.
O município de
José Boiteux é assim denominado em sua homenagem.
Fonte: Wikipédia

10 de mar. de 2010

Reforma no União

Fernando Albrecht
Jornal do Comércio 10/03/2010

Um dos primeiros arranha-céus de Porto Alegre está passando por uma cirurgia plástica. O Edifício União, na esquina da Avenida Borges de Medeiros com a Rua Uruguai, originalmente pertencia à estatal gaúcha de seguros, depois vendida para o Bradesco. Mais recentemente um grupo de investidores adquiriu o prédio. A reforma só não atingiu os andares superiores. Consta que as salas serão alugadas para escritórios.

2 de dez. de 2009


Institutos Históricos e Geográficos poderão receber verbas federais

Agência Senado
Foto: Ricardo Stricher


A União poderá repassar recursos a Institutos Históricos e Geográficos. Projeto nesse sentido (PLS 448/07), do senador Pedro Simon (PMDB-RS), foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), nesta terça-feira (1º). O texto teve parecer favorável do senador João Vicente Claudino (PTB-PI), e como foi aprovado em decisão terminativa segue para a Câmara dos Deputados.
Tais repasses se destinam à preservação da memória histórica e geográfica regional e será feita mediante previsão na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e posterior inclusão na Lei Orçamentária Anual (LOA).
Para ter direito a esse auxílio federal, as entidades precisam ter caráter privado, não terem fins lucrativos e serem declaradas de utilidade pública. Além disso, devem possuir patrimônio próprio, biblioteca especializada, arquivos documentais acessíveis ao público e, por fim, atuação efetiva na unidade da Federação de representa.


Veja o projeto do senador Pedro Simon:


PROJETO DE LEI DO SENADO Nº448 , DE 2007
(Do Senador Pedro Simon)

Dispõe sobre auxílio financeiro da
União aos Institutos Históricos e
Geográficos.

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1º Fica a União autorizada a conceder contribuição de capital a
instituições culturais nos Estados e no Distrito Federal, que se destinem à
preservação da memória histórica e geográfica regional, geralmente designadas
Instituto Histórico e Geográfico, conforme autorização prevista na lei de diretrizes
orçamentárias e nos limites das dotações constantes da lei orçamentária anual.

Art. 2º A instituição em causa deverá ter caráter privado, sem fins
lucrativos, registrada como associação civil e declarada de utilidade pública
.
Art. 3º Para habilitar-se ao recebimento desse auxílio, a entidade
deverá, ainda, possuir patrimônio próprio, biblioteca especializada, arquivos
documentais acessíveis ao público e atuação efetiva no âmbito da unidade federada
que representa.

Art. 4º As instituições destinatárias do auxílio financeiro não poderão
remunerar, a qualquer título, seus dirigentes e conselheiros.

Art. 5º O auxílio financeiro concedido pela União será aplicado,
exclusivamente, nos equipamentos culturais da instituição.

Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO

Em 2003 apresentei o projeto de lei nº 132, com o objetivo de amparar
e estimular, em cada unidade da Federação, uma entidade civil sem fins lucrativos
dedicada à pesquisa e à preservação da memória histórica e geográfica regional.
Ocorre que, no corrente ano, a Câmara dos Deputados rejeitou a proposição por
entender que a mesma não atendia os requisitos legais de adequação financeira e
orçamentária.
Dada a suma importância da matéria é que a reapresento novamente PL070703.DOC
com as devidas reparações, inclusive com as ponderação originais, as quais
reproduzo na íntegra.
“Tais entidades têm sido, ao longo do tempo, responsáveis por um
trabalho silencioso, mas profícuo, que superou inúmeras dificuldades e se antecipou,
o mais das vezes, às iniciativas oficiais.
Referimo-nos, em especial, aos Institutos Históricos e Geográficos ou
instituições de denominação assemelhada, os quais, quase sem exceção, montaram
guarda às tradições das unidades federadas, guardaram documentos históricos,
conservaram bibliotecas especializadas, cartas geográficas, coleções etnográficas e
antropológicas, entre outros documentos, com um desvelo e uma aplicação que,
muitas vezes, causa inveja às mais atuantes instituições universitárias.
Vale lembrar que tais associações civis se anteciparam, no cultivo das
ciências humanas, às organizações acadêmicas, o mais das vezes, sem contar com o
auxílio do poder público e apoiadas, tão somente, no trabalho voluntário de
autodidatas. E, mesmo depois que as ciências humanas ganharam oportunidades
maiores e alcançaram plena cidadania dentro da estrutura universitária, continuaram,
aquelas instituições privadas, desenvolvendo, paralelamente, um trabalho meritório
no desenvolvimento da pesquisa e na publicação de revistas e/ou boletins
especializados.
A exemplo de sua matriz e modelo, que é o Instituto Histórico e
Geográfico Brasileiro, habitualmente contemplado por auxílio da União, merecem
as organizações existentes nos Estados receber subvenções regulares, para que
continuem a prestar os bons serviços que sempre prestaram.
Ademais, é importante que se estimule a criação de uma entidade dessa
natureza. Atualmente, são 21 as unidades federadas onde elas ocorrem, o que
permite dizer que apenas os seis Estados criados mais recentemente não os possuem,
quais sejam: Mato Grosso do Sul, Tocantins, Acre, Amapá, Rondônia e Roraima.”

19 de nov. de 2009

Da coluna de Fernando Albrecht, do Jornal do Comércio, de Porto Alegre:

Um instituto das arábias

...se alguém ganhar na Mega Sena deve comprar uma sede própria para o instituto

Falou-se ontem de um grupo de jornalistas, advogados e funcionários públicos que se reúne todo santo dia na Rua da Praia, em frente à Galeria Chaves, Porto Alegre. Como tantos outros grupos, a criação do Irpapos foi combustão espontânea. Das bandas de São Gabriel (RS), o jornalista Plínio Dotto, embaixador plenipotenciário do Irpapos na Terra dos Marechais, esclarece que a sigla vem de Instituto Rua da Praia de Análises Políticas e Sociais.

Porto Alegre é pródiga em grupos assim. Durante décadas funcionou no bairro Cristal um clube chamado Marisco Preto. Era um chalé de madeira, mas que funcionava dia e noite para jantares e bebedeiras diversas. Tinha até uma bandeira, que era hasteada a meio pau quando os associados estavam idem. O diabo é que nunca se soube em nome de quem estava o imóvel, quem pagava o IPTU etc.

No caso do Irpapos, as tais análises políticas e sociais resumem-se a jogar conversa fora, contar piadas e marca jantar de confraternização. Depois, café no Café Chaves. Há um pacto entre os sócios de que se um ganhar a Mega Sena acumulada, comprará uma sede própria para o instituto.

Os papos do Irpapos eventualmente transpiram cultura. Outro dia o doutor Ferri, advogado de nomeada, pediu um cafezinho e começou a despejar nele toneladas de açúcar. Ao lado, o professor Edson ficou preocupado com o amigo.

- Olha o colesterol...

Isso imediatamente suscitou uma pacto. No próximo churrasco, todos cuidariam para que o bom doutor não exagerasse na costela gorda. Afinal, não dá para brincar com o diabetes.


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7 de out. de 2009

Centro Histórico vive festival

Uma grande festa animará a cidade, em novembro, conforme anuncia o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico. Entre os dias 21 e 28, artistas circenses tomarão as ruas centrais de Porto Alegre, palco do Festival do Centro Histórico. Estão programados também eventos de gastronomia, circuitos culturais, concurso de redação, entre outras atrações. O tema do festival é A Magia do Centro Histórico.

Novo endereço na cidade


O Centro Histórico virou endereço em Porto Alegre, com o uso oficial da denominação pelos Correios, determinado em lei municipal. 7A medida consolida um esforço de três anos para fazer o nome entrar de vez no vocabulário porto-alegrense. A ideia surgiu em 2006, capitaneada pela presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico Cultural (Compahc), Rita Chang. Em setembro daquele ano, foi enviado projeto à Câmara de Vereadores. A aprovação da Lei 10.364 ocorreu em 22 de janeiro de 2008.

Ponto turístico oficial

O objetivo maior é considerar o Centro Histórico como ponto turístico da Capital. É onde está 82% do patrimônio tombado da cidade. O Centro Histórico de qualquer cidade, reconhecido ou não, é o espaço mais antigo e tem forte identidade local. É o destino que o turista toma para ter uma noção sobre o que é a cidade – explica Rita.

15 de jul. de 2009

Edifício de 1930 é revitalizado no Centro Histórico

Localizado na esquina das ruas Pinto Bandeira e Voluntários da Pátria, o Edifício Eduardo Secco, inaugurado em 1930, foi recuperado com recursos da iniciativa privada. O prefeito José Fogaça acompanhou a entrega da obra e destacou o investimento como fator de influência para o restauro de outros prédios situados no entorno.

Listado como prédio de valor histórico pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico Cultural (Compahc), o prédio teve a reforma iniciada há três anos e recebeu acompanhamento dos órgãos municipais em todas as etapas da obra, que obedeceu à orientação e às regras do Compahc. “Uma restauração como esta vai desencadear uma influência positiva em toda a região.

O gesto do empresário sinaliza para a região que ele acredita nesse bairro e na revitalização do Centro. É uma lição para a cidade, um presente para Porto Alegre”, destacou o prefeito, ao lado da primeira-dama Isabela Fogaça e da presidente do Compahc, Rita Chang.Construído em estilo eclético, pelo projeto do arquiteto austríaco Egon Wiederhöfer, o mesmo que projetou o Viaduto Otávio Rocha, o prédio abrigava apartamentos nos três pavimentos superiores, desocupados desde a década de 70, e lojas no andar térreo.

"Restaurar vale a pena"

Com a reforma, foram recuperados os sistemas de iluminação, hidráulica, sonorização e climatização, recuperação dos ladrilhos hidráulicos dos pisos, fachada, ornamentos da fachada, corrimões, gradis, lustre do hall de entrada e vitrais. As aberturas são novas, preservando o estilo original. No total, foram investidos R$ 6 milhões na restauração total dos quatro pavimentos do edifício, que somam 2,4 mil metros quadrados.

“Estamos devolvendo à cidade um empreendimento digno de um momento importante da história de Porto Alegre. É preciso que os demais empresários reflitam que o processo de restauração vale a pena, inclusive economicamente”, afirmou o empresário Mário Espíndola, empreendedor do projeto de recuperação do Edifício Eduardo Secco.

A partir da revitalização, foram construídos seis grandes salões abertos nos andares superiores com recursos logísticos e de segurança, para serem locados para escolas, empresas ou escritórios. O andar térreo abriga seis lojas. (Informações da Prefeitura de Porto Alegre)