12 de out. de 2016
13 de set. de 2016
4 de jul. de 2015
HISTÓRIA
Primeiro Registro de Imóveis de Porto Alegre comemora 150 anos
Livro comemorativo traz curiosidades sobre patrimônio imobiliário da Capital
Zero Hora 04/07/2015
Foto: Reprodução / Reproduçção
O que se vendeu ou comprou em imóveis, os limites que demarcaram terrenos e até a alforria de escravos nos vergonhosos tempos da escravidão. Parte disso está registrada nos livros do primeiro Registro de Imóveis de Porto Alegre, que completa neste domingo 150 anos. A um cartório em festa, nada mais apropriado do que fazer o registro da celebração em um livro.
Proprietários de prédios tombados investem em reformasPrédios históricos sofrem com o descaso na Capital
Proprietários de prédios tombados investem em reformasPrédios históricos sofrem com o descaso na Capital
A obra Do Manuscrito ao Registro Eletrônico: 150 Anos do Registro de Imóveis de Porto Alegre, organizada pela arquiteta urbanista Juliana Erten, vasculha os arquivos e traz à tona curiosidades e raridades da história da Capital.
Conheça a família que tem Porto Alegre até no nome.
Conheça a família que tem Porto Alegre até no nome.
Entre os achados mais curiosos, está a carta de alforria de um escravo de nove anos. O documento assegurava oficialmente a liberdade, mas precisava ser formalizado diante de um tabelião da época. Então, registrou-se que em 14 de setembro de 1872, Henrique de Azevedo Pires concedeu ao escravo Vermenigildo a liberdade, ato que poderia ser revogado "em caso de ingratidão do liberto contra seu antigo proprietário".
– Foi uma infeliz descoberta que comprova que os escravos eram tratados como imóveis – conta Juliana.
Outra descoberta da pesquisa capitaneada pela arquiteta, nascida em uma família de cartorários e especialista em Patrimônio Cultural, foi o registro de compra e venda do terreno onde está o monumento funerário ao senador José Gomes Pinheiro Machado. O Governo do Estado comprou a área no Cemitério da Santa Casa por escritura pública lavrada em 16 de dezembro de 1916. A obra, dividida em sete capítulo, também retoma dados e plantas antigas que expõem a evolução urbana da Capital.
– Há informações muito interessantes sobre o começo de Porto Alegre, sobre os loteamentos que deram origem à cidade e o nascimento dos bairros, muito estimulado pelo transporte coletivo – diz Sérgio da Costa Franco, historiador que assina o prefácio da obra.
Sérgio da Costa Franco: "Porto Alegre destruiu o que tinha do seu início"
Sérgio da Costa Franco: "Porto Alegre destruiu o que tinha do seu início"
– O primeiro registro de imóveis realmente é um depositário da história de Porto Alegre. Gostaria de ter me aprofundado mais, mas comecei a pesquisa em fevereiro. Foi realmente uma corrida contra o tempo – pondera Juliana.
O que o Cine Teatro Presidente revela da história da Capital.
SERVIÇO
Livro "Do Manuscrito ao Registro Eletrônico: 150 anos do Registro de Imóveis de Porto Alegre"
Lançamento para convidados: sábado, às 18h, no Palácio da Justiça do RS (Praça Marechal Deodoro, 55, em Porto Alegre)
A obra não será vendida. Uma versão do livro em pdf estará disponível gratuitamente para download a partir de 6 de julho, em registrodeimoveis1zona.com.br
A versão física do livro será distribuída entre entidades jurídicas, cartoriais, bibliotecas públicas e bibliotecas de faculdades de Direito do Rio Grande do Sul, entre outras entre julho e agosto.
4 de set. de 2013
Tombar ou não, uma polêmica missioneira
Divulgação de lista de imóveis que podem ser declarados patrimônio histórico em Santo Ângelo opõe poder público e proprietários
Zero Hora - 04/09/2013
Vanessa Kannenberg
As 116 cruzes pretas que haviam sido fixadas em frente à sede da prefeitura de Santo Ângelo, na região das Missões, foram retiradas, mas elas continuam simbolizando uma polêmica que está longe de ser enterrada. Cada uma representava um imóvel que está na mira do poder público para ser tombado como patrimônio histórico. Como a maioria dos proprietários é contra a medida, por considerá-la arbitrária e por temer a desvalorização do patrimônio, surgiu o protesto simbolizando a “morte” dos imóveis.
Embora a polêmica não seja recente – começou em 2009, após tentativa frustrada de criar uma lei municipal que regulasse o patrimônio histórico –, o impasse entre proprietários e defensores do tombamento ganhou novos contornos.
A repercussão aumentou com a divulgação de uma lista de 116 imóveis chamados de inventariados, que inclui nome, endereço e proprietário de cada um. Setenta e seis deles, o que significa 65,5% do total, são de propriedade particular. Outros 28 estão no nome de empresas ou entidades e apenas uma minoria, 12 imóveis, pertencem ao poder público. O secretário municipal de Cultura, Lazer e Juventude, Mário Simon, garante que a listagem é provisória, fruto de indicações da Universidade Regional Integrada (URI), dos institutos de preservação arquitetônica nacional (Iphan) e estadual (Iphae) e do Ministério Público Federal, e serviu para determinar quais os prédios que seriam avaliados.
Os imóveis devem ser classificados em níveis de tombamento. No grau um, todo o prédio deve ser preservado. No segundo, poucas alterações são permitidas, enquanto, no terceiro, somente a fachada deve ser preservada. O quarto grau, sugerido pela comissão municipal com a finalidade de excluir imóveis que não têm necessidade de tombamento, permite que o proprietário faça o que quiser, inclusive, derrubá-lo. No lado oposto do embate estão os proprietários. Dono de uma casa na esquina das ruas 7 de Setembro e Marquês do Herval há dois anos, o advogado Nelmo da Souza Costa, 47 anos, ganhou na Justiça, há um mês, o direito de fazer modificações no imóvel, o que lhe dá o direito de transformar o local em um prédio comercial. No entanto, ele se vê agora diante da possibilidade de ter a casa tombada, e os planos, interrompidos.
– Santo Ângelo tem uma história extraordinária, mas os imóveis que podem ser tombados em nada têm a ver com o legado jesuítico-missioneiro – critica Costa.
22 de ago. de 2013
Prefeito
participa do lançamento do PAC das Cidades Históricas
Florianópolis
tem R$ 20 milhões garantidos pelo Governo Federal
Diário catarinense
19/08/2013
O
prefeito Cesar Souza Júnior embarcou na tarde desta segunda-feira para a cidade
de Belo Horizonte (MG), de onde segue, nesta terça, para a cidade mineira de
São João Del Rei, local escolhido pelo Governo Federal para o anúncio do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas.
Florianópolis
está contemplada com R$ 20 milhões, recurso que será utilizado na restauração
das fortalezas da Ilha (R$ 10 milhões) e na revitalização e melhoria da
infraestrutura do Centro Histórico (largo da Alfândega, praça XV, Mercado
Público e adjacências), outros R$ 10 milhões.
Além
dos R$ 20 milhões do PAC das Cidades Históricas, o Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (Iphan) já confirmou a liberação de R$ 4,5
milhões para restauração do prédio da antiga Câmara e Cadeia de Florianópolis,
na praça XV de Novembro.
Em
reunião com o prefeito Cesar Souza Júnior e com o secretário Dalmo Vieira Filho
(Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), a presidente do Iphan, Jurema de
Sousa Machado, assegurou o repasse dos recursos ainda em agosto.
A
previsão da Prefeitura é iniciar as obras ainda este ano, afirmou o secretário
Dalmo. De acordo com ele, o trabalho de restauração completa do casarão
histórico deve levar entre um ano e meio a dois anos para ser concluído.
Na
semana passada, em reunião com o presidente do Instituto Brasileiro de Museus,
Ângelo Oswaldo, o prefeito Cesar Souza Júnior recebeu a confirmação da
liberação de R$ 1 milhão para reforma e ampliação do Museu Victor Meirelles, no
Centro.
28 de fev. de 2013
Porto Alegre revisa lei sobre normas de convivência
Código de Posturas pode ser concluído no primeiro semestre
Código de Posturas pode ser concluído no primeiro semestre
JORNAL DO COMÉRCIO
Marina Schmidt - 28/02/2013
Considerado obsoleto pelo vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB), o Código de Posturas de Porto Alegre, vigente na cidade desde março de 1975, passa por revisão, trabalho que envolve um grupo composto por representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, e que contará com a participação da sociedade civil. Distante da atual realidade porto-alegrense há quase 40 anos, o código, ressaltou Melo, era moderno para a época, mas ainda carrega um caráter muito “policialesco”, termo que o vice-prefeito repetiu seguidas vezes, demonstrando a intenção de fazer com que a nova legislação represente os atuais anseios da população, fazendo com que o caráter fiscalizatório e punitivo dê lugar a regras de convívio adotadas pelos cidadãos.
A reunião preliminar do grupo ocorreu na manhã de ontem, quando foram levantados os primeiros pontos de discussão. Há dez dias, em visita à Câmara Municipal, Melo havia elencado a mudança no Código de Postura como uma prioridade, dizendo que pretendia “reformatar” o documento em 90 dias. Ontem, esse prazo voltou a ser defendido pelo vice-prefeito, embora haja discordância sobre o período de elaboração da nova lei. “Eu espero que até o final de junho a proposta esteja protocolada na Câmara, para análise durante o segundo semestre e posterior votação, no fim do ano, no máximo, no começo de 2014”, defendeu.
O tema discutido não é novo. O próprio vice-prefeito presidiu a comissão especial que estudou o código no Legislativo e que gerou o relatório que serve de base para os atuais trabalhos do grupo. “Precisamos de mais tempo”, argumentou a assessora da Câmara Municipal Rosimeri da Silva Chaves, que participou dos debates do ano passado. Ela sugere que o projeto seja encaminhado ao Legislativo apenas no início do próximo ano. Ainda segundo a assessora, é preciso discutir conceitos, encaixar propostas oriundas de painéis temáticos já realizados e promover a distinção entre leis que possam se sobrepor. Como exemplo, ela citou a questão ambiental, que pode ser tratada em legislação específica.
“O código de convivência detalha posturas do cidadão em relação ao município e do município em relação ao cidadão, mas também define posturas entre os próprios cidadãos”, detalhou o vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB). Para ele, algumas leis são adotadas pela sociedade, como a legislação antifumo e a intenção é fazer com que o novo código, que já tem um nome proposto - Código de Convivência Democrática - também passe a fazer parte do cotidiano das pessoas. Para isso, ressaltaram os integrantes do grupo, é necessário criar mecanismos de comunicação e educação, levando o tema às diversas esferas da sociedade.
O vice-prefeito pediu sugestões de pessoas que seriam indispensáveis para os debates, porém, lembrando a importância de dar celeridade ao processo, construindo um grupo restrito e eficiente, mas que seja capaz de absorver as demandas civis.
Pouco mais de 20 pessoas participaram da reunião de ontem, entre elas, os vereadores Lourdes Sprenger (PMDB) e Marcelo Sgarbossa (PT), indicados pela Câmara Municipal. Lourdes reafirmou a importância da participação da sociedade civil organizada. “Que sejam feitas plenárias e apresentadas as posições desses grupos e entidades”, argumentou. Sgarbossa afirmou que a interlocução do Legislativo é um dos caminhos para participação social. “O nosso papel é fazer essa ponte, além da Câmara, com a sociedade”, mencionou.
A equipe de trabalho será consolidada nos próximos dias e deve se reunir novamente antes da próxima sexta-feira, quando o prefeito José Fortunati (PDT) oficializará o grupo de trabalho, com a presença da sociedade civil organizada, às 10h, ainda sem local definido.
A reunião preliminar do grupo ocorreu na manhã de ontem, quando foram levantados os primeiros pontos de discussão. Há dez dias, em visita à Câmara Municipal, Melo havia elencado a mudança no Código de Postura como uma prioridade, dizendo que pretendia “reformatar” o documento em 90 dias. Ontem, esse prazo voltou a ser defendido pelo vice-prefeito, embora haja discordância sobre o período de elaboração da nova lei. “Eu espero que até o final de junho a proposta esteja protocolada na Câmara, para análise durante o segundo semestre e posterior votação, no fim do ano, no máximo, no começo de 2014”, defendeu.
O tema discutido não é novo. O próprio vice-prefeito presidiu a comissão especial que estudou o código no Legislativo e que gerou o relatório que serve de base para os atuais trabalhos do grupo. “Precisamos de mais tempo”, argumentou a assessora da Câmara Municipal Rosimeri da Silva Chaves, que participou dos debates do ano passado. Ela sugere que o projeto seja encaminhado ao Legislativo apenas no início do próximo ano. Ainda segundo a assessora, é preciso discutir conceitos, encaixar propostas oriundas de painéis temáticos já realizados e promover a distinção entre leis que possam se sobrepor. Como exemplo, ela citou a questão ambiental, que pode ser tratada em legislação específica.
Participação popular é considerada fundamental
A reunião sobre o novo Código de Posturas da Capital deu vazão à complexidade do tema. Entre os pontos de maior destaque, estão o envolvimento da sociedade civil, consenso entre todos os integrantes, e a comunicação com a população, para que o novo código, além de representar as características de convívio da cidade, seja assumido pelos munícipes.“O código de convivência detalha posturas do cidadão em relação ao município e do município em relação ao cidadão, mas também define posturas entre os próprios cidadãos”, detalhou o vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB). Para ele, algumas leis são adotadas pela sociedade, como a legislação antifumo e a intenção é fazer com que o novo código, que já tem um nome proposto - Código de Convivência Democrática - também passe a fazer parte do cotidiano das pessoas. Para isso, ressaltaram os integrantes do grupo, é necessário criar mecanismos de comunicação e educação, levando o tema às diversas esferas da sociedade.
O vice-prefeito pediu sugestões de pessoas que seriam indispensáveis para os debates, porém, lembrando a importância de dar celeridade ao processo, construindo um grupo restrito e eficiente, mas que seja capaz de absorver as demandas civis.
Pouco mais de 20 pessoas participaram da reunião de ontem, entre elas, os vereadores Lourdes Sprenger (PMDB) e Marcelo Sgarbossa (PT), indicados pela Câmara Municipal. Lourdes reafirmou a importância da participação da sociedade civil organizada. “Que sejam feitas plenárias e apresentadas as posições desses grupos e entidades”, argumentou. Sgarbossa afirmou que a interlocução do Legislativo é um dos caminhos para participação social. “O nosso papel é fazer essa ponte, além da Câmara, com a sociedade”, mencionou.
A equipe de trabalho será consolidada nos próximos dias e deve se reunir novamente antes da próxima sexta-feira, quando o prefeito José Fortunati (PDT) oficializará o grupo de trabalho, com a presença da sociedade civil organizada, às 10h, ainda sem local definido.
13 de jul. de 2012
Capital inicia a sinalização de 51 pontos no Centro Histórico
Informações das 140 placas darão orientação a quem anda a pé pelas ruasO processo de implantação de 140 placas contendo informações sobre 51 pontos turísticos do Centro Histórico da Capital, destinadas especialmente para os pedestres, teve início nesta quinta-feira. Foram instaladas quatro placas, fixadas no solo, com informações da direção da Usina do Gasômetro, do atracadouro dos barcos de passeio, da Praça da Alfândega, do Museu do Trabalho e da Praça Brigadeiro Sampaio.
O Projeto de Sinalização Turística para Pedestres no Centro Histórico de Porto Alegre irá orientar os atrativos históricos e culturais em roteiros a pé pela região, que concentra mais de 80% do patrimônio histórico da cidade. A distribuição das placas contemplará o eixo entre a Usina, o Cais do Porto, o Mercado Público, a Santa Casa, a Catedral Metropolitana e o Largo dos Açorianos.
“Estamos suprindo uma carência histórica da Capital, no que diz respeito à sinalização turística. A empresa responsável por esse processo de colocação tem até o dia 5 de setembro para concluir a implantação das 140 placas”, afirma o secretário municipal de Turismo, Raul Mendes da Rocha.
O projeto executivo da sinalização turística, que terá 111 placas indicativas e 29 interpretativas com textos bilíngues (inglês e português), fotos e mapas, foi desenvolvido em conjunto com a Secretaria Municipal da Cultura e a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Da série das interpretativas, 14 terão ilustrações de Joaquim da Fonseca que retratam como era o local antigamente.
De acordo com o edital de licitação, o investimento total será de R$32.254,72, em recursos do Ministério do Turismo repassados pela Caixa Econômica Federal e com contrapartida do município. Em abril deste ano foi concluída a implantação da sinalização viária do Centro, que contou com 60 placas de localização para os motoristas que trafegam na região.
Jornal do Comércio
Fredy Vieira - 13/07/2012
Informações das 140 placas darão orientação a quem anda a pé pelas ruasO processo de implantação de 140 placas contendo informações sobre 51 pontos turísticos do Centro Histórico da Capital, destinadas especialmente para os pedestres, teve início nesta quinta-feira. Foram instaladas quatro placas, fixadas no solo, com informações da direção da Usina do Gasômetro, do atracadouro dos barcos de passeio, da Praça da Alfândega, do Museu do Trabalho e da Praça Brigadeiro Sampaio.
O Projeto de Sinalização Turística para Pedestres no Centro Histórico de Porto Alegre irá orientar os atrativos históricos e culturais em roteiros a pé pela região, que concentra mais de 80% do patrimônio histórico da cidade. A distribuição das placas contemplará o eixo entre a Usina, o Cais do Porto, o Mercado Público, a Santa Casa, a Catedral Metropolitana e o Largo dos Açorianos.
“Estamos suprindo uma carência histórica da Capital, no que diz respeito à sinalização turística. A empresa responsável por esse processo de colocação tem até o dia 5 de setembro para concluir a implantação das 140 placas”, afirma o secretário municipal de Turismo, Raul Mendes da Rocha.
O projeto executivo da sinalização turística, que terá 111 placas indicativas e 29 interpretativas com textos bilíngues (inglês e português), fotos e mapas, foi desenvolvido em conjunto com a Secretaria Municipal da Cultura e a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Da série das interpretativas, 14 terão ilustrações de Joaquim da Fonseca que retratam como era o local antigamente.
De acordo com o edital de licitação, o investimento total será de R$32.254,72, em recursos do Ministério do Turismo repassados pela Caixa Econômica Federal e com contrapartida do município. Em abril deste ano foi concluída a implantação da sinalização viária do Centro, que contou com 60 placas de localização para os motoristas que trafegam na região.
Jornal do Comércio
Fredy Vieira - 13/07/2012
5 de dez. de 2011
Mercados construídos em ferro
Livro recupera história e características dos mercados municipais brasileiros que se distinguem por serem construídos em ferro
Os mercados municipais são espaços quase obrigatórios para quem deseja conhecer a vida de uma cidade. Nascidos das feiras ao ar livre, estes locais democráticos apresentam o que há de mais genuíno na produção popular, um pouco do que seria a alma da cidade. No Brasil, há mercados que sobrevivem há mais de 100 anos no mesmo endereço e com o mesmo perfil.
Alguns deles estão em foco no livro "Mercados de Ferro do Brasil - Aromas e Sabores", com apresentação de Fernando Brant e fotos exclusivas de Graça Seligman. Ao longo de 110 páginas percorre os tradicionais mercados do Recife, Manaus, Rio de Janeiro, Belém e Fortaleza, chegando ao caçula mercado de Brasília, criado recentemente, mas com o pé no passado. São locais que se distinguem por serem construídos em ferro, sob inspiração do modelo do Les Halles de Paris, que ficou famoso por sua estrutura metálica. Ao caminhar pela história destes lugares, a obra mostra também um pedaço da história do Brasil.
Na apresentação, o compositor Fernando Brant dá logo um recado: “Mercado começou sempre como feira ao ar livre e se ele, com o progresso, se cobriu de telhados e se alargou horizontal e verticalmente, mercado que é mercado nunca abdicou de ser um espaço democrático e humano. Nada tem a ver com a frieza pasteurizada dos super e hiper da modernidade.
O livro é uma publicação do ITS – Instituto do Terceiro Setor e tem o patrocínio da BB Seguros, BrasilPrev, Ourocap, Jorge Ferreira e ITS. Coordenação de Eduardo Cabral e edição do jornalista Celso Arajo.
FONTE: http://cerradomix.maiscomunidade.com/evento/exposicoes/7152/LANCAMENTO--MERCADOS-DE-FERRO-DO-BRASIL.pnhtml
10 de out. de 2011
Unesco eleva cafezais da Colômbia e prédios de Gropius a patrimônio da humanidade
Café da Colômbia foi elevado à condição de Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco junto com florestas alemãs e prédio de Gropius
A paisagem cultural do café na Colômbia foi elevada à condição de Patrimônio Mundial da Humanidade pelo Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, examinou um total de 35 candidaturas de sítios naturais, culturais e mistos no curso de sua 35ª reunião, encerrada em Paris, no final do mês de junho de 2011.
Cultivados nas cadeias ocidental e central da Cordilheira dos Andes, no oeste do país, os cafezais colombianos foram considerados pelos especialistas da Unesco um lugar excepcional.
Os produtores adaptaram o cultivo às condições difíceis da alta montanha e plantaram café em pequeas parcelas de bosque. Nas zonas povoadas, a maioria situadas nos picos das colinas, aprecia-se uma arquitetura de influência espanhola implantada pelos colonos procedentes da região de Antioquia.
Com milhares de plantações de café, a Colômbia é um dos grandes produtores mundiais da bebida, famosa pelo sabor. O importante elemento da economia do país é cultivado nas cordilheiras entre 1.000 e 1.600 m, localizado no Eixo Cafeeiro, nos estados de Quindío, Caldas e Risaralda, que contam com clima ideal para produzir o café referência em todo o mundo.
A Faia
Também foram consideradas Patrimônio da Humanidade cinco florestas alemãs composta pela árvore faia, como também um edifício projetado por Walter Gropius em 1910, além de uma região de mar de baixio na costa alemã. As florestas de faia, selecionados para a nomeação à Lista do Patrimônio Mundial, são os exemplos mais importantes das florestas de faia da Europa Central. Eles representam os últimos remanescentes da vegetação natural da Europa Central.
O cluster contém diferentes tipos ecológica das florestas de faia da costa do mar e paisagens planície glacial até colinas e montanhas de pedra calcária do meio. A ilha de Meroe, no Sudão, a zona protegida do Wadi Rum, na Jordânia, e uma série de edifícios representativos do poder dos lombardos, na Itália, também entraram na lista.
A Unesco justificou o tombamento das florestas alemãs de faia (Buchenwälder) por serem "indispensáveis para compreender a expansão das espécies de árvores do gênero Fagus no Hemisfério Norte". Essas antigas florestas representam de forma notável um ecossistema que marcou todo um continente e complementam perfeitamente as florestas de faia dos Cárpatos, na Eslováquia e na Ucrânia, tombadas como Patrimônio Mundial Natural da Humanidade pela Unesco em 2007.
As florestas de faia, ou faiais, ocorrem em climas frescos e úmidos, bem como em montanha, a exemplo da Alemanha, Luxemburgo ou norte de França. As faias são árvores folhosas com folhas que parecem papel. Podem atingir 40 metros de altura. As florestas selecionadas estão localizadas nos estados de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Brandemburgo, Turíngia e Hessen. Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental foram selecionados o Parque Nacional de Jasmund e as florestas de faia de Serrahn, no Parque Nacional de Müritz. Os outros são a floresta de faia de Grumsin, em Brandemburgo, o Parque Nacional de Hainich, na Turíngia, como também o Parque Nacional de Kellerwald-Edersee, em Hessen. Com exceção de Hessen, os demais estados pertenciam à antiga Alemanha Oriental.
Testemunha da arquitetura moderna
A Fábrica Fagus, em Alfeld na de Leine, na Alemanha, conta com dez edifícios, concebidos no início dos anos 1910 por Gropius. O complexo testemunha o desenvolvimento da arquitetura moderna e do desenho industrial. Com suas vidraças revolucionárias e sua estética funcionalista, a fábrica Fagus anuncia o movimento modernista e a Escola Bauhaus, conforme reconheceram especialistas da Unesco.
A estética funcional dos imóveis e suas vastas superfícies cristalizadas, revolucionárias em sua época, prefiguram as criações da escola da Bauhaus e marcam uma ruptura na evolução das formas arquitetônicas na Europa e América do Norte. Gropius tinha apenas 28 anos ao projetar o edifício da Fagus, mas seu trabalho com o arquiteto alemão Peter Behrens lhe conferia as melhores qualificações. No escritório de Behrens, Gropius foi colega de Mies van der Rohe e Le Corbusier e participou do histórico projeto para a
companhia de eletricidade AEG, em 1909, que incluía não somente um projeto arquitetônico para a fábrica de turbinas, mas seu design corporativo completo.
No edifício da Fagus, Gropius desenvolveu uma linguagem formal que marcaria toda a arquitetura moderna: estrutura independente com pilares ainda de alvenaria, entre os quais eram fixadas vidraças emolduradas com caixilhos de ferro. Esse princípio construtivo foi aperfeiçoado por Gropius no futuro prédio da Escola Bauhaus, em Dessau, com seus pilares recuados de concreto e amplos panos de vidro.
Por coincidência, a faia, cujas florestas foram tombadas pela Unesco, deu nome à fabrica de formas de sapatos projetada pelos arquitetos Walter Gropius e Adolf Meyer, em Alfeld na der Leine, a Fagus.
Reis kushitas
Também foram incluídos no inventário a ilha de Meroe (Sudão), a Zona protegida de Wadi Rum (Jordânia), os Centros de poder dos longobardos (Itália). O sítio sudanês, sede do poder que ocupou o Egito durante quase um século, compreende a cidade real dos reis kushitas em Meroe, próxima ao rio Nilo e os lugares religiosos próximos de Naqa e Musawwarat, em Sofra. Este vasto império estendeu-se desde o Mediterrâneo até o coração da África, tornando-se depoimento do intercâmbio de artes, estilos arquitetônicos, religiões e idiomas entre ambas regiões.
Em outra ordem, a Zona Protegida do Uadi Rum é uma variada paisagem desértica formada por canyons, arcos naturais, escarpas, rampas, grutas e grandes declives de terreno num espaço de 74 mil hectares ao sul da Jordânia para perto da fronteira com a Arábia Saudita.
Os vestígios de 25 mil petroglifos e 20 mil inscrições e os restos arqueológicos subsistentes no local constituem um depoimento de doze milênios de ocupação, da evolução do pensamento humano e dos começos da escrita alfabética.
Fonte: http://whc.unesco.org/
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15192643,00.html
Café da Colômbia foi elevado à condição de Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco junto com florestas alemãs e prédio de Gropius
A paisagem cultural do café na Colômbia foi elevada à condição de Patrimônio Mundial da Humanidade pelo Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, examinou um total de 35 candidaturas de sítios naturais, culturais e mistos no curso de sua 35ª reunião, encerrada em Paris, no final do mês de junho de 2011.
Cultivados nas cadeias ocidental e central da Cordilheira dos Andes, no oeste do país, os cafezais colombianos foram considerados pelos especialistas da Unesco um lugar excepcional.
Os produtores adaptaram o cultivo às condições difíceis da alta montanha e plantaram café em pequeas parcelas de bosque. Nas zonas povoadas, a maioria situadas nos picos das colinas, aprecia-se uma arquitetura de influência espanhola implantada pelos colonos procedentes da região de Antioquia.
Com milhares de plantações de café, a Colômbia é um dos grandes produtores mundiais da bebida, famosa pelo sabor. O importante elemento da economia do país é cultivado nas cordilheiras entre 1.000 e 1.600 m, localizado no Eixo Cafeeiro, nos estados de Quindío, Caldas e Risaralda, que contam com clima ideal para produzir o café referência em todo o mundo.
A Faia
Também foram consideradas Patrimônio da Humanidade cinco florestas alemãs composta pela árvore faia, como também um edifício projetado por Walter Gropius em 1910, além de uma região de mar de baixio na costa alemã. As florestas de faia, selecionados para a nomeação à Lista do Patrimônio Mundial, são os exemplos mais importantes das florestas de faia da Europa Central. Eles representam os últimos remanescentes da vegetação natural da Europa Central.
O cluster contém diferentes tipos ecológica das florestas de faia da costa do mar e paisagens planície glacial até colinas e montanhas de pedra calcária do meio. A ilha de Meroe, no Sudão, a zona protegida do Wadi Rum, na Jordânia, e uma série de edifícios representativos do poder dos lombardos, na Itália, também entraram na lista.
A Unesco justificou o tombamento das florestas alemãs de faia (Buchenwälder) por serem "indispensáveis para compreender a expansão das espécies de árvores do gênero Fagus no Hemisfério Norte". Essas antigas florestas representam de forma notável um ecossistema que marcou todo um continente e complementam perfeitamente as florestas de faia dos Cárpatos, na Eslováquia e na Ucrânia, tombadas como Patrimônio Mundial Natural da Humanidade pela Unesco em 2007.
As florestas de faia, ou faiais, ocorrem em climas frescos e úmidos, bem como em montanha, a exemplo da Alemanha, Luxemburgo ou norte de França. As faias são árvores folhosas com folhas que parecem papel. Podem atingir 40 metros de altura. As florestas selecionadas estão localizadas nos estados de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Brandemburgo, Turíngia e Hessen. Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental foram selecionados o Parque Nacional de Jasmund e as florestas de faia de Serrahn, no Parque Nacional de Müritz. Os outros são a floresta de faia de Grumsin, em Brandemburgo, o Parque Nacional de Hainich, na Turíngia, como também o Parque Nacional de Kellerwald-Edersee, em Hessen. Com exceção de Hessen, os demais estados pertenciam à antiga Alemanha Oriental.
Testemunha da arquitetura moderna
A Fábrica Fagus, em Alfeld na de Leine, na Alemanha, conta com dez edifícios, concebidos no início dos anos 1910 por Gropius. O complexo testemunha o desenvolvimento da arquitetura moderna e do desenho industrial. Com suas vidraças revolucionárias e sua estética funcionalista, a fábrica Fagus anuncia o movimento modernista e a Escola Bauhaus, conforme reconheceram especialistas da Unesco.
A estética funcional dos imóveis e suas vastas superfícies cristalizadas, revolucionárias em sua época, prefiguram as criações da escola da Bauhaus e marcam uma ruptura na evolução das formas arquitetônicas na Europa e América do Norte. Gropius tinha apenas 28 anos ao projetar o edifício da Fagus, mas seu trabalho com o arquiteto alemão Peter Behrens lhe conferia as melhores qualificações. No escritório de Behrens, Gropius foi colega de Mies van der Rohe e Le Corbusier e participou do histórico projeto para a
companhia de eletricidade AEG, em 1909, que incluía não somente um projeto arquitetônico para a fábrica de turbinas, mas seu design corporativo completo.
No edifício da Fagus, Gropius desenvolveu uma linguagem formal que marcaria toda a arquitetura moderna: estrutura independente com pilares ainda de alvenaria, entre os quais eram fixadas vidraças emolduradas com caixilhos de ferro. Esse princípio construtivo foi aperfeiçoado por Gropius no futuro prédio da Escola Bauhaus, em Dessau, com seus pilares recuados de concreto e amplos panos de vidro.
Por coincidência, a faia, cujas florestas foram tombadas pela Unesco, deu nome à fabrica de formas de sapatos projetada pelos arquitetos Walter Gropius e Adolf Meyer, em Alfeld na der Leine, a Fagus.
Reis kushitas
Também foram incluídos no inventário a ilha de Meroe (Sudão), a Zona protegida de Wadi Rum (Jordânia), os Centros de poder dos longobardos (Itália). O sítio sudanês, sede do poder que ocupou o Egito durante quase um século, compreende a cidade real dos reis kushitas em Meroe, próxima ao rio Nilo e os lugares religiosos próximos de Naqa e Musawwarat, em Sofra. Este vasto império estendeu-se desde o Mediterrâneo até o coração da África, tornando-se depoimento do intercâmbio de artes, estilos arquitetônicos, religiões e idiomas entre ambas regiões.
Em outra ordem, a Zona Protegida do Uadi Rum é uma variada paisagem desértica formada por canyons, arcos naturais, escarpas, rampas, grutas e grandes declives de terreno num espaço de 74 mil hectares ao sul da Jordânia para perto da fronteira com a Arábia Saudita.
Os vestígios de 25 mil petroglifos e 20 mil inscrições e os restos arqueológicos subsistentes no local constituem um depoimento de doze milênios de ocupação, da evolução do pensamento humano e dos começos da escrita alfabética.
Fonte: http://whc.unesco.org/
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15192643,00.html
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6 de out. de 2011
Novidades no Centro
Blog Fernando Albrecht
Porto Alegre 06/10/2011
O Centro Histórico de Porto Alegre está mesmo em uma nova fase. O Shopping Rua da Praia está em fase de revitalização e receberá 10 novas operações, entre elas a Lojas Americanas, que ocupará área de 1,5 mil metros quadrados no subsolo, inauguração prevista para novembro. Outra novidade comercial se dará no prédio da antiga Livraria do Globo, na Rua da Praia, que abrigará a Lojas Renner, que se volta para as lojas de rua.
Blog Fernando Albrecht
Porto Alegre 06/10/2011
O Centro Histórico de Porto Alegre está mesmo em uma nova fase. O Shopping Rua da Praia está em fase de revitalização e receberá 10 novas operações, entre elas a Lojas Americanas, que ocupará área de 1,5 mil metros quadrados no subsolo, inauguração prevista para novembro. Outra novidade comercial se dará no prédio da antiga Livraria do Globo, na Rua da Praia, que abrigará a Lojas Renner, que se volta para as lojas de rua.
29 de set. de 2011
Prédio comercial construído entre duas superquadras da Asa Norte 105. Manifestações de pais de alunos de uma escola ao lado não impediram a especulação imobiliária que desfigura o Pano Piloto de Brasília. (Foto:Luiz Fonseca)
Participe desta campanha. Divulgue este manifesto.
Prezado Senhor, Prezada Senhora.
Os urbanistas que subscrevem manifesto que pode ser lido no endereço:
http://urbanistasporbrasilia.wordpress.com/,
encaminham denúncia de iminente desfiguração e desvirtuamento do Plano Piloto de Brasília e solicitam seu empenho para, por todos os meios ao seu alcance, impedir a perpetração de mais um crime contra o Conjunto Urbanístico de Brasília, declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO .
Agradecemos antecipadamente sua decisiva colaboração.
Para postar sua posição, envie um e-mail para: urbanistasporbsb@googlegroups.com
Brasília, 23 de setembro de 2011.
29 de ago. de 2011
Caminhar é a atividade mais importante nas cidades
PARA O DIRETOR DE DESENHO URBANO DE NOVA YORK, DECIDIR QUE O PEDESTRE É O FOCO É UMA DECISÃO POLÍTICA FUNDAMENTAL
"Agora é a vez do pedestre", afirma o diretor de desenho urbano da Prefeitura de Nova York, Alexandros Washburn. A Folha conversou com o arquiteto durante o 1º Congresso Internacional de Habitação e Urbanismo, promovido pela Prefeitura de São Paulo em junho. Ele critica o modelo de urbanização com prédios recuados e muros alto, comum em São Paulo.
(...)
O que torna a cidade "caminhável"?
Entre os edifícios, há uma quantidade limitada de metros. Então é preciso decidir quantos metros para caminhar, quantos metros para árvores, quantos metros para bicicletas, para carros. Decidir que o pedestre é o foco é uma decisão política importante para a cidade. É por isso que Nova York é uma cidade vibrante. Caminhar na rua em Nova York é minha experiência favorita. O espaço público é muito importante para construir confiança entre as pessoas de todas as classes e etnias.
Leia a entrevista completa produzida por Vanessa Correa, na Folha de São Paulo, edição desta segunda-feira, 39/08/2011..
PARA O DIRETOR DE DESENHO URBANO DE NOVA YORK, DECIDIR QUE O PEDESTRE É O FOCO É UMA DECISÃO POLÍTICA FUNDAMENTAL
"Agora é a vez do pedestre", afirma o diretor de desenho urbano da Prefeitura de Nova York, Alexandros Washburn. A Folha conversou com o arquiteto durante o 1º Congresso Internacional de Habitação e Urbanismo, promovido pela Prefeitura de São Paulo em junho. Ele critica o modelo de urbanização com prédios recuados e muros alto, comum em São Paulo.
(...)
O que torna a cidade "caminhável"?
Entre os edifícios, há uma quantidade limitada de metros. Então é preciso decidir quantos metros para caminhar, quantos metros para árvores, quantos metros para bicicletas, para carros. Decidir que o pedestre é o foco é uma decisão política importante para a cidade. É por isso que Nova York é uma cidade vibrante. Caminhar na rua em Nova York é minha experiência favorita. O espaço público é muito importante para construir confiança entre as pessoas de todas as classes e etnias.
Leia a entrevista completa produzida por Vanessa Correa, na Folha de São Paulo, edição desta segunda-feira, 39/08/2011..
6 de jul. de 2011
Inês Boaventura
Jornal Público, de Lisboa
24.06.2011
São 12 as cidades de todo o mundo que estão na rota de Natália Garcia, uma jornalista brasileira que durante o próximo ano vai dedicar-se a procurar boas ideias de planeamento para perceber como podem as áreas urbanas tornar-se melhores para quem lá vive. A viagem começou em Copenhaga, no início de Maio, e pode ser acompanhada no site www.cidadesparapessoas.com.br.
“Este projecto só existe porque um dia eu resolvi experimentar locomover-me de bicicleta em São Paulo”, explica a jornalista, acrescentando que estava “exausta de ficar parada no trânsito”, muitas vezes quatro horas por dia. Daí até Natália Garcia começar a interessar-se por questões ligadas à ocupação do espaço público foi um pulinho e pouco depois nasceu o Cidades para Pessoas.
A escolha das áreas urbanas a visitar foi feita já depois de a brasileira de 27 anos ter conhecido o trabalho de Jan Gehl. Trata-se de um arquitecto dinamarquês que há várias décadas se vem notabilizando na área do planeamento urbano e na introdução de soluções para proporcionar aos habitantes das cidades uma melhor qualidade de vida, nomeadamente conquistando espaço para os peões e para os ciclistas.
Até Maio de 2012 Natália Garcia vai então visitar locais onde Jan Gehl desenvolveu trabalho, ou que têm sido apontados pelo arquitecto como “exemplos de cidades para pessoas”. Copenhaga, Amesterdão, Londres, Paris, Lyon, Barcelona, Sidney, Melbourne, São Francisco, Nova Iorque, Portland e Cidade do México são os doze pontos na rota da jornalista, que permanecerá durante um mês em cada um deles.
A primeira paragem foi na capital dinamarquesa e os relatos, vídeos e fotografias de parte daquilo que Natália Garcia lá encontrou já podem ser vistos no site do projecto, ou na sua página na rede social Facebook. “Cada cidade tem uma história diferente para contar”, disse ao PÚBLICO a jornalista, explicando que a sua ideia é em cada uma delas descobrir e dar a conhecer exemplos positivos que possam “inspirar” os moradores e decisores políticos de outros locais.
“Por enquanto está a ser muito positivo. Estou a conseguir chegar onde eu queria, que é perceber que é possível adaptar boas práticas à realidade brasileira”, contou a jovem de 27 anos. De Copenhaga Natália Garcia leva já uma série de ensinamentos, como o de que é possível dar uma nova vida a espaços antes pouco utilizados como os canais ou o de que se pode andar de bicicleta em grandes cidades sem que isso represente um perigo.
O projecto Cidades para Pessoas ainda só tem financiamento garantido para metade do seu período de vida. Os 25.785 reais (cerca de 11.200 euros) foram angariados através do site www.catarse.me, criado para ajudar quem tem uma ideia a encontrar quem esteja disposto a apoiá-la monetariamente.
No caso de Natália Garcia foram 285 pessoas as pessoas que contribuíram e todas receberão algo em troca, consoante o dinheiro que aplicaram. Uma newsletter semanal sobre a experiência da jornalista, um poster sobre uma das cidades visitadas e um livro relatando toda a viagem são algumas das possibilidades. Para a única pessoa que contribuiu com “mil reais ou mais” (uma quantia superior a 400 euros) a brasileira promete no site Catarse uma recompensa especial: fazer o arquitecto Jan Gehl dar ideias de como ajudar a melhorar a região em que vive o benemérito.
11 de jun. de 2011
5 de jun. de 2011
27 de abr. de 2011
Florianópolis debate criação de Centro Histórico
Proposta deverá ser debatida na Câmara Municipal
A criação de um Centro Histórico na cidade, formado pela área urbana que abriga prédios, ruas e monumentos antigos de Florianópolis começa a ser debatida na Câmara Municipal. Um modelo de projeto de lei nesse sentido, de iniciativa do Blog Centros Históricos (HTTP://centroshistóricos.blogspot.com), especializado no tema, foi encaminhada ao vereador João Amin (PP) pelo jornalista e blogueiro Sérgio Rubim (http://cangarubim.blogspot.com)
A proposta prevê a criação de uma comissão constituída por representantes do poder público, especialistas, historiadores, urbanistas, empresários e moradores da área que será beneficiada com uma legislação específica. A finalidade do grupo será abrigar as discussões sobre o assunto, recolhendo sugestões e críticas, como a definição de incentivos e isenções fiscais e tributárias que assegurem a proteção e o desenvolvimento da zona beneficiada e possam ampliar o potencial turístico local.
Na justificativa do projeto, o Blog Centros Históricos destaca que em todo o mundo se vivencia um movimento de revitalização das áreas centrais e históricas das cidades. A preservação de espaços que marcaram a vida social das comunidades, tanto no aspecto material, com edificações antigas que tenham caráter histórico, como os denominados bens intangíveis, referentes à memória cultural das sociedades, conforme conceito da Unesco, é condição essencial para um desenvolvimento urbano sustentável.
Assessoria de Imprensa
27/04/2011
Proposta deverá ser debatida na Câmara Municipal
A criação de um Centro Histórico na cidade, formado pela área urbana que abriga prédios, ruas e monumentos antigos de Florianópolis começa a ser debatida na Câmara Municipal. Um modelo de projeto de lei nesse sentido, de iniciativa do Blog Centros Históricos (HTTP://centroshistóricos.blogspot.com), especializado no tema, foi encaminhada ao vereador João Amin (PP) pelo jornalista e blogueiro Sérgio Rubim (http://cangarubim.blogspot.com)
A proposta prevê a criação de uma comissão constituída por representantes do poder público, especialistas, historiadores, urbanistas, empresários e moradores da área que será beneficiada com uma legislação específica. A finalidade do grupo será abrigar as discussões sobre o assunto, recolhendo sugestões e críticas, como a definição de incentivos e isenções fiscais e tributárias que assegurem a proteção e o desenvolvimento da zona beneficiada e possam ampliar o potencial turístico local.
Na justificativa do projeto, o Blog Centros Históricos destaca que em todo o mundo se vivencia um movimento de revitalização das áreas centrais e históricas das cidades. A preservação de espaços que marcaram a vida social das comunidades, tanto no aspecto material, com edificações antigas que tenham caráter histórico, como os denominados bens intangíveis, referentes à memória cultural das sociedades, conforme conceito da Unesco, é condição essencial para um desenvolvimento urbano sustentável.
Assessoria de Imprensa
27/04/2011
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Florianópolis,
História,
memória
21 de abr. de 2011
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Centro Histórico,
Comissão de Apoio,
Lei,
Modelo
1 de mar. de 2011
Cidades Históricas querem manter o PAC do setor
Reivindicação da Associação Brasileira de Cidades Históricas foi levada ao governo
Uma comissão formada por 25 prefeitos que integram a Associação Brasileira de Cidades Históricas (ABCHO) esteve no Ministério da Cultura (MinC) para pedir apoio à continuidade do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas. O pedido foi encaminhado em audiência com o para secretário executivo do MinC, Vitor Ortiz, que garantiu ser essa uma "prioridade do ministério".
Participaram também da reunião, realizada em Brasília, dia 25 de janeiro, o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida, e o secretário de Articulação Institucional do MinC, Roberto Peixe. (Fonte: Minc)
Reivindicação da Associação Brasileira de Cidades Históricas foi levada ao governo
Uma comissão formada por 25 prefeitos que integram a Associação Brasileira de Cidades Históricas (ABCHO) esteve no Ministério da Cultura (MinC) para pedir apoio à continuidade do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas. O pedido foi encaminhado em audiência com o para secretário executivo do MinC, Vitor Ortiz, que garantiu ser essa uma "prioridade do ministério".
Participaram também da reunião, realizada em Brasília, dia 25 de janeiro, o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida, e o secretário de Articulação Institucional do MinC, Roberto Peixe. (Fonte: Minc)
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