29 de ago. de 2011

Caminhar é a atividade mais importante nas cidades



PARA O DIRETOR DE DESENHO URBANO DE NOVA YORK, DECIDIR QUE O PEDESTRE É O FOCO É UMA DECISÃO POLÍTICA FUNDAMENTAL

"Agora é a vez do pedestre", afirma o diretor de desenho urbano da Prefeitura de Nova York, Alexandros Washburn. A Folha conversou com o arquiteto durante o 1º Congresso Internacional de Habitação e Urbanismo, promovido pela Prefeitura de São Paulo em junho. Ele critica o modelo de urbanização com prédios recuados e muros alto, comum em São Paulo.
(...)
O que torna a cidade "caminhável"?


Entre os edifícios, há uma quantidade limitada de metros. Então é preciso decidir quantos metros para caminhar, quantos metros para árvores, quantos metros para bicicletas, para carros. Decidir que o pedestre é o foco é uma decisão política importante para a cidade. É por isso que Nova York é uma cidade vibrante. Caminhar na rua em Nova York é minha experiência favorita. O espaço público é muito importante para construir confiança entre as pessoas de todas as classes e etnias.

Leia a entrevista completa produzida por Vanessa Correa, na Folha de São Paulo, edição desta segunda-feira, 39/08/2011..





6 de jul. de 2011

Jornalista viaja pelo mundo para descobrir como melhorar as cidades

Inês Boaventura
Jornal Público, de Lisboa
24.06.2011

São 12 as cidades de todo o mundo que estão na rota de Natália Garcia, uma jornalista brasileira que durante o próximo ano vai dedicar-se a procurar boas ideias de planeamento para perceber como podem as áreas urbanas tornar-se melhores para quem lá vive. A viagem começou em Copenhaga, no início de Maio, e pode ser acompanhada no site www.cidadesparapessoas.com.br.

“Este projecto só existe porque um dia eu resolvi experimentar locomover-me de bicicleta em São Paulo”, explica a jornalista, acrescentando que estava “exausta de ficar parada no trânsito”, muitas vezes quatro horas por dia. Daí até Natália Garcia começar a interessar-se por questões ligadas à ocupação do espaço público foi um pulinho e pouco depois nasceu o Cidades para Pessoas.

A escolha das áreas urbanas a visitar foi feita já depois de a brasileira de 27 anos ter conhecido o trabalho de Jan Gehl. Trata-se de um arquitecto dinamarquês que há várias décadas se vem notabilizando na área do planeamento urbano e na introdução de soluções para proporcionar aos habitantes das cidades uma melhor qualidade de vida, nomeadamente conquistando espaço para os peões e para os ciclistas.

Até Maio de 2012 Natália Garcia vai então visitar locais onde Jan Gehl desenvolveu trabalho, ou que têm sido apontados pelo arquitecto como “exemplos de cidades para pessoas”. Copenhaga, Amesterdão, Londres, Paris, Lyon, Barcelona, Sidney, Melbourne, São Francisco, Nova Iorque, Portland e Cidade do México são os doze pontos na rota da jornalista, que permanecerá durante um mês em cada um deles.

A primeira paragem foi na capital dinamarquesa e os relatos, vídeos e fotografias de parte daquilo que Natália Garcia lá encontrou já podem ser vistos no site do projecto, ou na sua página na rede social Facebook. “Cada cidade tem uma história diferente para contar”, disse ao PÚBLICO a jornalista, explicando que a sua ideia é em cada uma delas descobrir e dar a conhecer exemplos positivos que possam “inspirar” os moradores e decisores políticos de outros locais.

“Por enquanto está a ser muito positivo. Estou a conseguir chegar onde eu queria, que é perceber que é possível adaptar boas práticas à realidade brasileira”, contou a jovem de 27 anos. De Copenhaga Natália Garcia leva já uma série de ensinamentos, como o de que é possível dar uma nova vida a espaços antes pouco utilizados como os canais ou o de que se pode andar de bicicleta em grandes cidades sem que isso represente um perigo.

O projecto Cidades para Pessoas ainda só tem financiamento garantido para metade do seu período de vida. Os 25.785 reais (cerca de 11.200 euros) foram angariados através do site www.catarse.me, criado para ajudar quem tem uma ideia a encontrar quem esteja disposto a apoiá-la monetariamente.

No caso de Natália Garcia foram 285 pessoas as pessoas que contribuíram e todas receberão algo em troca, consoante o dinheiro que aplicaram. Uma newsletter semanal sobre a experiência da jornalista, um poster sobre uma das cidades visitadas e um livro relatando toda a viagem são algumas das possibilidades. Para a única pessoa que contribuiu com “mil reais ou mais” (uma quantia superior a 400 euros) a brasileira promete no site Catarse uma recompensa especial: fazer o arquitecto Jan Gehl dar ideias de como ajudar a melhorar a região em que vive o benemérito.

11 de jun. de 2011

                        Influência européia na arquitetura urbana de Pelotas/RS.

27 de abr. de 2011

Florianópolis debate criação de Centro Histórico

Proposta deverá ser debatida na Câmara Municipal

A criação de um Centro Histórico na cidade, formado pela área urbana que abriga prédios, ruas e monumentos antigos de Florianópolis começa a ser debatida na Câmara Municipal. Um modelo de projeto de lei nesse sentido, de iniciativa do Blog Centros Históricos (HTTP://centroshistóricos.blogspot.com), especializado no tema, foi encaminhada ao vereador João Amin (PP) pelo jornalista e blogueiro Sérgio Rubim (http://cangarubim.blogspot.com)

A proposta prevê a criação de uma comissão constituída por representantes do poder público, especialistas, historiadores, urbanistas, empresários e moradores da área que será beneficiada com uma legislação específica. A finalidade do grupo será abrigar as discussões sobre o assunto, recolhendo sugestões e críticas, como a definição de incentivos e isenções fiscais e tributárias que assegurem a proteção e o desenvolvimento da zona beneficiada e possam ampliar o potencial turístico local.

Na justificativa do projeto, o Blog Centros Históricos destaca que em todo o mundo se vivencia um movimento de revitalização das áreas centrais e históricas das cidades. A preservação de espaços que marcaram a vida social das comunidades, tanto no aspecto material, com edificações antigas que tenham caráter histórico, como os denominados bens intangíveis, referentes à memória cultural das sociedades, conforme conceito da Unesco, é condição essencial para um desenvolvimento urbano sustentável.

Assessoria de Imprensa
27/04/2011

21 de abr. de 2011