2 de dez. de 2009


Institutos Históricos e Geográficos poderão receber verbas federais

Agência Senado
Foto: Ricardo Stricher


A União poderá repassar recursos a Institutos Históricos e Geográficos. Projeto nesse sentido (PLS 448/07), do senador Pedro Simon (PMDB-RS), foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), nesta terça-feira (1º). O texto teve parecer favorável do senador João Vicente Claudino (PTB-PI), e como foi aprovado em decisão terminativa segue para a Câmara dos Deputados.
Tais repasses se destinam à preservação da memória histórica e geográfica regional e será feita mediante previsão na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e posterior inclusão na Lei Orçamentária Anual (LOA).
Para ter direito a esse auxílio federal, as entidades precisam ter caráter privado, não terem fins lucrativos e serem declaradas de utilidade pública. Além disso, devem possuir patrimônio próprio, biblioteca especializada, arquivos documentais acessíveis ao público e, por fim, atuação efetiva na unidade da Federação de representa.


Veja o projeto do senador Pedro Simon:


PROJETO DE LEI DO SENADO Nº448 , DE 2007
(Do Senador Pedro Simon)

Dispõe sobre auxílio financeiro da
União aos Institutos Históricos e
Geográficos.

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1º Fica a União autorizada a conceder contribuição de capital a
instituições culturais nos Estados e no Distrito Federal, que se destinem à
preservação da memória histórica e geográfica regional, geralmente designadas
Instituto Histórico e Geográfico, conforme autorização prevista na lei de diretrizes
orçamentárias e nos limites das dotações constantes da lei orçamentária anual.

Art. 2º A instituição em causa deverá ter caráter privado, sem fins
lucrativos, registrada como associação civil e declarada de utilidade pública
.
Art. 3º Para habilitar-se ao recebimento desse auxílio, a entidade
deverá, ainda, possuir patrimônio próprio, biblioteca especializada, arquivos
documentais acessíveis ao público e atuação efetiva no âmbito da unidade federada
que representa.

Art. 4º As instituições destinatárias do auxílio financeiro não poderão
remunerar, a qualquer título, seus dirigentes e conselheiros.

Art. 5º O auxílio financeiro concedido pela União será aplicado,
exclusivamente, nos equipamentos culturais da instituição.

Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO

Em 2003 apresentei o projeto de lei nº 132, com o objetivo de amparar
e estimular, em cada unidade da Federação, uma entidade civil sem fins lucrativos
dedicada à pesquisa e à preservação da memória histórica e geográfica regional.
Ocorre que, no corrente ano, a Câmara dos Deputados rejeitou a proposição por
entender que a mesma não atendia os requisitos legais de adequação financeira e
orçamentária.
Dada a suma importância da matéria é que a reapresento novamente PL070703.DOC
com as devidas reparações, inclusive com as ponderação originais, as quais
reproduzo na íntegra.
“Tais entidades têm sido, ao longo do tempo, responsáveis por um
trabalho silencioso, mas profícuo, que superou inúmeras dificuldades e se antecipou,
o mais das vezes, às iniciativas oficiais.
Referimo-nos, em especial, aos Institutos Históricos e Geográficos ou
instituições de denominação assemelhada, os quais, quase sem exceção, montaram
guarda às tradições das unidades federadas, guardaram documentos históricos,
conservaram bibliotecas especializadas, cartas geográficas, coleções etnográficas e
antropológicas, entre outros documentos, com um desvelo e uma aplicação que,
muitas vezes, causa inveja às mais atuantes instituições universitárias.
Vale lembrar que tais associações civis se anteciparam, no cultivo das
ciências humanas, às organizações acadêmicas, o mais das vezes, sem contar com o
auxílio do poder público e apoiadas, tão somente, no trabalho voluntário de
autodidatas. E, mesmo depois que as ciências humanas ganharam oportunidades
maiores e alcançaram plena cidadania dentro da estrutura universitária, continuaram,
aquelas instituições privadas, desenvolvendo, paralelamente, um trabalho meritório
no desenvolvimento da pesquisa e na publicação de revistas e/ou boletins
especializados.
A exemplo de sua matriz e modelo, que é o Instituto Histórico e
Geográfico Brasileiro, habitualmente contemplado por auxílio da União, merecem
as organizações existentes nos Estados receber subvenções regulares, para que
continuem a prestar os bons serviços que sempre prestaram.
Ademais, é importante que se estimule a criação de uma entidade dessa
natureza. Atualmente, são 21 as unidades federadas onde elas ocorrem, o que
permite dizer que apenas os seis Estados criados mais recentemente não os possuem,
quais sejam: Mato Grosso do Sul, Tocantins, Acre, Amapá, Rondônia e Roraima.”

19 de nov. de 2009

Da coluna de Fernando Albrecht, do Jornal do Comércio, de Porto Alegre:

Um instituto das arábias

...se alguém ganhar na Mega Sena deve comprar uma sede própria para o instituto

Falou-se ontem de um grupo de jornalistas, advogados e funcionários públicos que se reúne todo santo dia na Rua da Praia, em frente à Galeria Chaves, Porto Alegre. Como tantos outros grupos, a criação do Irpapos foi combustão espontânea. Das bandas de São Gabriel (RS), o jornalista Plínio Dotto, embaixador plenipotenciário do Irpapos na Terra dos Marechais, esclarece que a sigla vem de Instituto Rua da Praia de Análises Políticas e Sociais.

Porto Alegre é pródiga em grupos assim. Durante décadas funcionou no bairro Cristal um clube chamado Marisco Preto. Era um chalé de madeira, mas que funcionava dia e noite para jantares e bebedeiras diversas. Tinha até uma bandeira, que era hasteada a meio pau quando os associados estavam idem. O diabo é que nunca se soube em nome de quem estava o imóvel, quem pagava o IPTU etc.

No caso do Irpapos, as tais análises políticas e sociais resumem-se a jogar conversa fora, contar piadas e marca jantar de confraternização. Depois, café no Café Chaves. Há um pacto entre os sócios de que se um ganhar a Mega Sena acumulada, comprará uma sede própria para o instituto.

Os papos do Irpapos eventualmente transpiram cultura. Outro dia o doutor Ferri, advogado de nomeada, pediu um cafezinho e começou a despejar nele toneladas de açúcar. Ao lado, o professor Edson ficou preocupado com o amigo.

- Olha o colesterol...

Isso imediatamente suscitou uma pacto. No próximo churrasco, todos cuidariam para que o bom doutor não exagerasse na costela gorda. Afinal, não dá para brincar com o diabetes.


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7 de out. de 2009

Centro Histórico vive festival

Uma grande festa animará a cidade, em novembro, conforme anuncia o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico. Entre os dias 21 e 28, artistas circenses tomarão as ruas centrais de Porto Alegre, palco do Festival do Centro Histórico. Estão programados também eventos de gastronomia, circuitos culturais, concurso de redação, entre outras atrações. O tema do festival é A Magia do Centro Histórico.

Novo endereço na cidade


O Centro Histórico virou endereço em Porto Alegre, com o uso oficial da denominação pelos Correios, determinado em lei municipal. 7A medida consolida um esforço de três anos para fazer o nome entrar de vez no vocabulário porto-alegrense. A ideia surgiu em 2006, capitaneada pela presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico Cultural (Compahc), Rita Chang. Em setembro daquele ano, foi enviado projeto à Câmara de Vereadores. A aprovação da Lei 10.364 ocorreu em 22 de janeiro de 2008.

Ponto turístico oficial

O objetivo maior é considerar o Centro Histórico como ponto turístico da Capital. É onde está 82% do patrimônio tombado da cidade. O Centro Histórico de qualquer cidade, reconhecido ou não, é o espaço mais antigo e tem forte identidade local. É o destino que o turista toma para ter uma noção sobre o que é a cidade – explica Rita.

15 de jul. de 2009

Edifício de 1930 é revitalizado no Centro Histórico

Localizado na esquina das ruas Pinto Bandeira e Voluntários da Pátria, o Edifício Eduardo Secco, inaugurado em 1930, foi recuperado com recursos da iniciativa privada. O prefeito José Fogaça acompanhou a entrega da obra e destacou o investimento como fator de influência para o restauro de outros prédios situados no entorno.

Listado como prédio de valor histórico pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico Cultural (Compahc), o prédio teve a reforma iniciada há três anos e recebeu acompanhamento dos órgãos municipais em todas as etapas da obra, que obedeceu à orientação e às regras do Compahc. “Uma restauração como esta vai desencadear uma influência positiva em toda a região.

O gesto do empresário sinaliza para a região que ele acredita nesse bairro e na revitalização do Centro. É uma lição para a cidade, um presente para Porto Alegre”, destacou o prefeito, ao lado da primeira-dama Isabela Fogaça e da presidente do Compahc, Rita Chang.Construído em estilo eclético, pelo projeto do arquiteto austríaco Egon Wiederhöfer, o mesmo que projetou o Viaduto Otávio Rocha, o prédio abrigava apartamentos nos três pavimentos superiores, desocupados desde a década de 70, e lojas no andar térreo.

"Restaurar vale a pena"

Com a reforma, foram recuperados os sistemas de iluminação, hidráulica, sonorização e climatização, recuperação dos ladrilhos hidráulicos dos pisos, fachada, ornamentos da fachada, corrimões, gradis, lustre do hall de entrada e vitrais. As aberturas são novas, preservando o estilo original. No total, foram investidos R$ 6 milhões na restauração total dos quatro pavimentos do edifício, que somam 2,4 mil metros quadrados.

“Estamos devolvendo à cidade um empreendimento digno de um momento importante da história de Porto Alegre. É preciso que os demais empresários reflitam que o processo de restauração vale a pena, inclusive economicamente”, afirmou o empresário Mário Espíndola, empreendedor do projeto de recuperação do Edifício Eduardo Secco.

A partir da revitalização, foram construídos seis grandes salões abertos nos andares superiores com recursos logísticos e de segurança, para serem locados para escolas, empresas ou escritórios. O andar térreo abriga seis lojas. (Informações da Prefeitura de Porto Alegre)

28 de jun. de 2009


Histórias de uma rua e um bairro

Dois livros oferecem ao leitor a oportunidade conhecer e pensar sobre aspectos e comportamentos marcantes da vida de Porto Alegre.

Rua da Praia, de Nilo Ruschel e Moinhos de Vento - Histórias de um bairro de Porto Alegre, de Carlos Augusto Bisson, constituem o resultado de pesquisas sobre acontecimentos que são parte importante da história da cidade: a Rua da Praia e o bairro Moinhos de Vento.
Os autores mergulham na história de Porto Alegre, traçando um retrato dos costumes, da vida intelectual e política, conhecimento que contribui para a compreensão do que somos hoje, como cidade e sociedade.

Rua da Praia
Autor: Nilo Ruschel, editora da Cidade e Instituto Estadual do Livro224 páginas (reedição, série: Porto Alegre Revisitada)



Moinhos de Vento - Histórias de um Bairro de Porto Alegre
Autor: Carlos Augusto Bisson
Editora da Cidade e Instituto Estadual do Livro248 páginas
Patrocínio da construtora Goldsztein.

18 de mai. de 2009

Novo Centro I

Fernando Albrecht
Jornal do Comércio 18.05.2009

Com a ordem de serviço assinada, dentro de alguns dias começam as obras de restauração da parte mais central de Porto Alegre - o entorno da Praça da Alfândega e do eixo da avenida Sepúlveda. A recuperação começa pelo pórtico central do Cais do Porto e avança pela alameda da Sepúlveda, onde haverá a remoção do asfalto e a revalorização dos paralelepípedos de granito que foram cobertos pela pavimentação.


Novo Centro II


Toda essa primeira parte da recuperação será feita antes da Feira do Livro. Depois, serão recuperados os canteiros e replantadas palmeiras dentro da Praça da Alfândega, fazendo com que ela volte a ter o mesmo aspecto de quando foi inaugurada, com calçamento de pedras portuguesas formando um desenho ondulado. Fora desse eixo, mas ainda no Centro Histórico, na Praça XV de Novembro, também haverá a recuperação das vias, com licitação já publicada.

3 de mai. de 2009


Um inspirado consórcio divulga a gravura

Está começando mais uma edição do Projeto Consórcio de Gravuras 2009, “Incentive a Cultura e faça um grande investimento", iniciativa do Museu do Trabalho de Porto Alegre. O consórcio vai distribuir neste ano nove gravuras entre os associados e igual número através de sorteio. O projeto é uma maneira criativa e prática encontrada por artistas para divulgar sua arte, facilitando e democratizando seu acesso.


Informações: telefone 51.3227.5196 ou, diretamente, na sede do Museu do Trabalho, na Rua da Praia, 230, em Porto Alegre. De terça a sábado das 13h30 às 18h30; e, domingos e feriados, das 14h00 às 19h00.
Pela internet, o contato é através do e-mail museu@museudotrabalho.org
ou pelo site http://www.museudotrabalho.blogspot.com/
Fotos estão disponíveis no endereço:

Exposições em cartaz no Museu do Trabalho:

Talita Hoffmann- Primeira individual da artista que venceu a2ª edição da A Novíssima Geração. Desenhos - 14 de abril a 31de maio

Gabriel Netto - Desenhos9 de junho a 19 de julhoCorrendo o Risco IIIMostra coletiva de desenhos, com curadoria de Gelson Radaelli.6 de agosto a 13 de setembro
____Obs.: a foto é do Blog do Museu do Trabalho, na Rua da Praia, em Porto Alegre.