5 de dez. de 2011

Lançamento editorial

Mercados construídos em ferro

Livro recupera história e características dos mercados municipais brasileiros que se distinguem por serem construídos em ferro

Os mercados municipais são espaços quase obrigatórios para quem deseja conhecer a vida de uma cidade. Nascidos das feiras ao ar livre, estes locais democráticos apresentam o que há de mais genuíno na produção popular, um pouco do que seria a alma da cidade. No Brasil, há mercados que sobrevivem há mais de 100 anos no mesmo endereço e com o mesmo perfil.

Alguns deles estão em foco no livro "Mercados de Ferro do Brasil - Aromas e Sabores", com apresentação de Fernando Brant e fotos exclusivas de Graça Seligman. Ao longo de 110 páginas percorre os tradicionais mercados do Recife, Manaus, Rio de Janeiro, Belém e Fortaleza, chegando ao caçula mercado de Brasília, criado recentemente, mas com o pé no passado. São locais que se distinguem por serem construídos em ferro, sob inspiração do modelo do Les Halles de Paris, que ficou famoso por sua estrutura metálica.  Ao caminhar pela história destes lugares, a obra mostra também um pedaço da história do Brasil.

Na apresentação, o compositor Fernando Brant dá logo um recado: “Mercado começou sempre como feira ao ar livre e se ele, com o progresso, se cobriu de telhados e se alargou horizontal e verticalmente, mercado que é mercado nunca abdicou de ser um espaço democrático e humano. Nada tem a ver com a frieza pasteurizada dos super e hiper da modernidade.

O livro é uma publicação do ITS – Instituto do Terceiro Setor e tem o patrocínio da BB Seguros, BrasilPrev, Ourocap, Jorge Ferreira e ITS. Coordenação de Eduardo Cabral e edição do jornalista Celso Arajo.
 
FONTE: http://cerradomix.maiscomunidade.com/evento/exposicoes/7152/LANCAMENTO--MERCADOS-DE-FERRO-DO-BRASIL.pnhtml

10 de out. de 2011

Unesco eleva cafezais da Colômbia e prédios de Gropius a patrimônio da humanidade

Café da Colômbia foi elevado à condição de Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco junto com florestas alemãs e prédio de Gropius

A paisagem cultural do café na Colômbia foi elevada à condição de Patrimônio Mundial da Humanidade pelo Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, examinou um total de 35 candidaturas de sítios naturais, culturais e mistos no curso de sua 35ª reunião, encerrada em Paris, no final do mês de junho de 2011.

Cultivados nas cadeias ocidental e central da Cordilheira dos Andes, no oeste do país, os cafezais colombianos foram considerados pelos especialistas da Unesco um lugar excepcional.

Os produtores adaptaram o cultivo às condições difíceis da alta montanha e plantaram café em pequeas parcelas de bosque. Nas zonas povoadas, a maioria situadas nos picos das colinas, aprecia-se uma arquitetura de influência espanhola implantada pelos colonos procedentes da região de Antioquia.

Com milhares de plantações de café, a Colômbia é um dos grandes produtores mundiais da bebida, famosa pelo sabor. O importante elemento da economia do país é cultivado nas cordilheiras entre 1.000 e 1.600 m, localizado no Eixo Cafeeiro, nos estados de Quindío, Caldas e Risaralda, que contam com clima ideal para produzir o café referência em todo o mundo.

A Faia

Também foram consideradas Patrimônio da Humanidade cinco florestas alemãs composta pela árvore faia, como também um edifício projetado por Walter Gropius em 1910, além de uma região de mar de baixio na costa alemã. As florestas de faia, selecionados para a nomeação à Lista do Patrimônio Mundial, são os exemplos mais importantes das florestas de faia da Europa Central. Eles representam os últimos remanescentes da vegetação natural da Europa Central.

O cluster contém diferentes tipos ecológica das florestas de faia da costa do mar e paisagens planície glacial até colinas e montanhas de pedra calcária do meio. A ilha de Meroe, no Sudão, a zona protegida do Wadi Rum, na Jordânia, e uma série de edifícios representativos do poder dos lombardos, na Itália, também entraram na lista.

A Unesco justificou o tombamento das florestas alemãs de faia (Buchenwälder) por serem "indispensáveis para compreender a expansão das espécies de árvores do gênero Fagus no Hemisfério Norte". Essas antigas florestas representam de forma notável um ecossistema que marcou todo um continente e complementam perfeitamente as florestas de faia dos Cárpatos, na Eslováquia e na Ucrânia, tombadas como Patrimônio Mundial Natural da Humanidade pela Unesco em 2007.

As florestas de faia, ou faiais, ocorrem em climas frescos e úmidos, bem como em montanha, a exemplo da Alemanha, Luxemburgo ou norte de França. As faias são árvores folhosas com folhas que parecem papel. Podem atingir 40 metros de altura. As florestas selecionadas estão localizadas nos estados de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Brandemburgo, Turíngia e Hessen. Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental foram selecionados o Parque Nacional de Jasmund e as florestas de faia de Serrahn, no Parque Nacional de Müritz. Os outros são a floresta de faia de Grumsin, em Brandemburgo, o Parque Nacional de Hainich, na Turíngia, como também o Parque Nacional de Kellerwald-Edersee, em Hessen. Com exceção de Hessen, os demais estados pertenciam à antiga Alemanha Oriental.

Testemunha da arquitetura moderna

A Fábrica Fagus, em Alfeld na de Leine, na Alemanha, conta com dez edifícios, concebidos no início dos anos 1910 por Gropius. O complexo testemunha o desenvolvimento da arquitetura moderna e do desenho industrial. Com suas vidraças revolucionárias e sua estética funcionalista, a fábrica Fagus anuncia o movimento modernista e a Escola Bauhaus, conforme reconheceram especialistas da Unesco.

A estética funcional dos imóveis e suas vastas superfícies cristalizadas, revolucionárias em sua época, prefiguram as criações da escola da Bauhaus e marcam uma ruptura na evolução das formas arquitetônicas na Europa e América do Norte. Gropius tinha apenas 28 anos ao projetar o edifício da Fagus, mas seu trabalho com o arquiteto alemão Peter Behrens lhe conferia as melhores qualificações. No escritório de Behrens, Gropius foi colega de Mies van der Rohe e Le Corbusier e participou do histórico projeto para a
companhia de eletricidade AEG, em 1909, que incluía não somente um projeto arquitetônico para a fábrica de turbinas, mas seu design corporativo completo.

No edifício da Fagus, Gropius desenvolveu uma linguagem formal que marcaria toda a arquitetura moderna: estrutura independente com pilares ainda de alvenaria, entre os quais eram fixadas vidraças emolduradas com caixilhos de ferro. Esse princípio construtivo foi aperfeiçoado por Gropius no futuro prédio da Escola Bauhaus, em Dessau, com seus pilares recuados de concreto e amplos panos de vidro.

Por coincidência, a faia, cujas florestas foram tombadas pela Unesco, deu nome à fabrica de formas de sapatos projetada pelos arquitetos Walter Gropius e Adolf Meyer, em Alfeld na der Leine, a Fagus.

Reis kushitas

Também foram incluídos no inventário a ilha de Meroe (Sudão), a Zona protegida de Wadi Rum (Jordânia), os Centros de poder dos longobardos (Itália). O sítio sudanês, sede do poder que ocupou o Egito durante quase um século, compreende a cidade real dos reis kushitas em Meroe, próxima ao rio Nilo e os lugares religiosos próximos de Naqa e Musawwarat, em Sofra. Este vasto império estendeu-se desde o Mediterrâneo até o coração da África, tornando-se depoimento do intercâmbio de artes, estilos arquitetônicos, religiões e idiomas entre ambas regiões.

Em outra ordem, a Zona Protegida do Uadi Rum é uma variada paisagem desértica formada por canyons, arcos naturais, escarpas, rampas, grutas e grandes declives de terreno num espaço de 74 mil hectares ao sul da Jordânia para perto da fronteira com a Arábia Saudita.

Os vestígios de 25 mil petroglifos e 20 mil inscrições e os restos arqueológicos subsistentes no local constituem um depoimento de doze milênios de ocupação, da evolução do pensamento humano e dos começos da escrita alfabética.

Fonte: http://whc.unesco.org/
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15192643,00.html

6 de out. de 2011

Novidades no Centro


Blog Fernando Albrecht
Porto Alegre 06/10/2011
O Centro Histórico de Porto Alegre está mesmo em uma nova fase. O Shopping Rua da Praia está em fase de revitalização e receberá 10 novas operações, entre elas a Lojas Americanas, que ocupará área de 1,5 mil metros quadrados no subsolo, inauguração prevista para novembro. Outra novidade comercial se dará no prédio da antiga Livraria do Globo, na Rua da Praia, que abrigará a Lojas Renner, que se volta para as lojas de rua.

29 de set. de 2011

Prédio comercial construído entre duas superquadras da Asa Norte 105. Manifestações de pais de alunos de uma escola ao lado não impediram a especulação imobiliária que desfigura o Pano Piloto de Brasília. (Foto:Luiz Fonseca)

MANIFESTO DE URBANISTAS EM DEFESA DE BRASÍLIA

Participe desta campanha.  Divulgue este manifesto.


Prezado Senhor, Prezada Senhora.

Os urbanistas que subscrevem manifesto que pode ser lido no endereço:
http://urbanistasporbrasilia.wordpress.com/,

encaminham denúncia de iminente desfiguração e desvirtuamento do Plano Piloto de Brasília e solicitam seu empenho para, por todos os meios ao seu alcance, impedir a perpetração de mais um crime contra o Conjunto Urbanístico de Brasília, declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO .

Agradecemos antecipadamente sua decisiva colaboração.

Para postar sua posição, envie um e-mail para: urbanistasporbsb@googlegroups.com

Brasília, 23 de setembro de 2011.

29 de ago. de 2011

Caminhar é a atividade mais importante nas cidades



PARA O DIRETOR DE DESENHO URBANO DE NOVA YORK, DECIDIR QUE O PEDESTRE É O FOCO É UMA DECISÃO POLÍTICA FUNDAMENTAL

"Agora é a vez do pedestre", afirma o diretor de desenho urbano da Prefeitura de Nova York, Alexandros Washburn. A Folha conversou com o arquiteto durante o 1º Congresso Internacional de Habitação e Urbanismo, promovido pela Prefeitura de São Paulo em junho. Ele critica o modelo de urbanização com prédios recuados e muros alto, comum em São Paulo.
(...)
O que torna a cidade "caminhável"?


Entre os edifícios, há uma quantidade limitada de metros. Então é preciso decidir quantos metros para caminhar, quantos metros para árvores, quantos metros para bicicletas, para carros. Decidir que o pedestre é o foco é uma decisão política importante para a cidade. É por isso que Nova York é uma cidade vibrante. Caminhar na rua em Nova York é minha experiência favorita. O espaço público é muito importante para construir confiança entre as pessoas de todas as classes e etnias.

Leia a entrevista completa produzida por Vanessa Correa, na Folha de São Paulo, edição desta segunda-feira, 39/08/2011..





6 de jul. de 2011

Jornalista viaja pelo mundo para descobrir como melhorar as cidades

Inês Boaventura
Jornal Público, de Lisboa
24.06.2011

São 12 as cidades de todo o mundo que estão na rota de Natália Garcia, uma jornalista brasileira que durante o próximo ano vai dedicar-se a procurar boas ideias de planeamento para perceber como podem as áreas urbanas tornar-se melhores para quem lá vive. A viagem começou em Copenhaga, no início de Maio, e pode ser acompanhada no site www.cidadesparapessoas.com.br.

“Este projecto só existe porque um dia eu resolvi experimentar locomover-me de bicicleta em São Paulo”, explica a jornalista, acrescentando que estava “exausta de ficar parada no trânsito”, muitas vezes quatro horas por dia. Daí até Natália Garcia começar a interessar-se por questões ligadas à ocupação do espaço público foi um pulinho e pouco depois nasceu o Cidades para Pessoas.

A escolha das áreas urbanas a visitar foi feita já depois de a brasileira de 27 anos ter conhecido o trabalho de Jan Gehl. Trata-se de um arquitecto dinamarquês que há várias décadas se vem notabilizando na área do planeamento urbano e na introdução de soluções para proporcionar aos habitantes das cidades uma melhor qualidade de vida, nomeadamente conquistando espaço para os peões e para os ciclistas.

Até Maio de 2012 Natália Garcia vai então visitar locais onde Jan Gehl desenvolveu trabalho, ou que têm sido apontados pelo arquitecto como “exemplos de cidades para pessoas”. Copenhaga, Amesterdão, Londres, Paris, Lyon, Barcelona, Sidney, Melbourne, São Francisco, Nova Iorque, Portland e Cidade do México são os doze pontos na rota da jornalista, que permanecerá durante um mês em cada um deles.

A primeira paragem foi na capital dinamarquesa e os relatos, vídeos e fotografias de parte daquilo que Natália Garcia lá encontrou já podem ser vistos no site do projecto, ou na sua página na rede social Facebook. “Cada cidade tem uma história diferente para contar”, disse ao PÚBLICO a jornalista, explicando que a sua ideia é em cada uma delas descobrir e dar a conhecer exemplos positivos que possam “inspirar” os moradores e decisores políticos de outros locais.

“Por enquanto está a ser muito positivo. Estou a conseguir chegar onde eu queria, que é perceber que é possível adaptar boas práticas à realidade brasileira”, contou a jovem de 27 anos. De Copenhaga Natália Garcia leva já uma série de ensinamentos, como o de que é possível dar uma nova vida a espaços antes pouco utilizados como os canais ou o de que se pode andar de bicicleta em grandes cidades sem que isso represente um perigo.

O projecto Cidades para Pessoas ainda só tem financiamento garantido para metade do seu período de vida. Os 25.785 reais (cerca de 11.200 euros) foram angariados através do site www.catarse.me, criado para ajudar quem tem uma ideia a encontrar quem esteja disposto a apoiá-la monetariamente.

No caso de Natália Garcia foram 285 pessoas as pessoas que contribuíram e todas receberão algo em troca, consoante o dinheiro que aplicaram. Uma newsletter semanal sobre a experiência da jornalista, um poster sobre uma das cidades visitadas e um livro relatando toda a viagem são algumas das possibilidades. Para a única pessoa que contribuiu com “mil reais ou mais” (uma quantia superior a 400 euros) a brasileira promete no site Catarse uma recompensa especial: fazer o arquitecto Jan Gehl dar ideias de como ajudar a melhorar a região em que vive o benemérito.

11 de jun. de 2011

                        Influência européia na arquitetura urbana de Pelotas/RS.